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Asteroide Bennu: estudo aponta risco de impacto com a Terra em 157 anos; entenda

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A pesquisa indica 0,037% de chance de impacto do asteroide Bennu em setembro de 2182, com consequências devastadoras. Saiba mais!  |   BNews RN - Divulgação Reprodução/Unsplash

Publicado em 07/11/2025, às 13h02   Marina Gonçalves



A ciência continua estudando o universo em busca de possíveis ameaças de longo prazo à Terra. E um novo estudo acendeu um alerta devido ao risco de impacto futuro.

Segundo informações da CNN Brasil, trata-se do asteroide Bennu, que, de acordo com astrônomos, tem 1 em 2.700 de chance de atingir a Terra em setembro de 2182, uma probabilidade de 0,037%.

Estudado a partir de amostras trazidas pela missão OSIRIS-REx da NASA, o Bennu possui cerca de 500 metros de diâmetro, e pesquisadores modelaram os possíveis efeitos de uma colisão futura com a Terra. O estudo foi publicado na quarta-feira na revista Science Advances.

Como a Terra seria afetada?

Ainda segundo o portal, com ajuda do supercomputador Aleph e de modelos climáticos, os pesquisadores simularam os efeitos de 100 milhões a 400 milhões de toneladas de detritos lançados na atmosfera por um impacto como o de Bennu.

No início, o impacto formaria uma cratera enorme e lançaria grande quantidade de detritos na atmosfera local, além da colisão provocar uma onda de choque e terremotos, segundo Dr. Lan Dai, autor principal do estudo.

O impacto liberaria ainda grandes quantidades de aerossóis e gases na atmosfera, alterando o clima por anos. Se atingisse um oceano, geraria tsunamis massivos e vapor d’água, reduzindo a camada de ozônio por um longo período. Poeira, fuligem e enxofre poderiam causar um resfriamento prolongado, revelou Dai.

Reprodução/Pixabay
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O impacto mais severo

No pior cenário, 400 milhões de toneladas de poeira na atmosfera provocariam um ‘inverno de impacto global’, com temperaturas até 4°C abaixo da média, redução da luz solar, queda de até 15% nas chuvas e diminuição de até 32% na camada de ozônio, segundo o estudo. Efeitos regionais poderiam ser ainda mais severos, dependendo do local do impacto, alertaram os pesquisadores.

Mesmo sem registros de impactos de asteroides na era moderna, Dai associou os efeitos a outras “catástrofes que bloqueiam o sol”, como grandes erupções vulcânicas. O resfriamento global apontado na pesquisa seria similar ao causado pela supererupção do Monte Toba, em Sumatra, há cerca de 74 mil anos, um dos maiores eventos vulcânicos da história.

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