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Cientistas alertam: a Terra nunca esteve tão perto de um colapso ambiental

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Um novo estudo indicou que a Terra já está com 22, dos 34, sinais vitais comprometidos; o resultado indica um alarmante colapso ambiental.  |   BNews RN - Divulgação Reprodução/Freepik

Publicado em 06/11/2025, às 06h48   Bruna Souza



Um novo e alarmante relatório, do State of the Climate 2025, publicado na revista científica BioScience, feito por uma equipe internacional de cientistas, aponta que o planeta Terra está se aproximando perigosamente de um colapso climático. 

De um total de 34 sinais vitais do sistema terrestre monitorados pelos pesquisadores, 22 atingiram recordes históricos, indicando que a estabilidade climática é consideravelmente menor do que as mudanças perigosas. 

Os cientistas alertam que 2024 foi o ano mais quente já registrado na história, impulsionado pelas emissões crescentes de gases de efeito estufa, como explica o UOL.

Consequências imediatas para o resultado alarmante

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Diversos indicadores críticos atingiram níveis alarmantes. Os recordes se estendem desde a temperatura da superfície terrestre e o calor dos oceanos, até a perda de gelo marinho e a baixa no número de árvores, por incêndios florestais. 

As concentrações de dióxido de carbono continuam a subir, e as calotas polares na Groenlândia e na Antártida Ocidental perdem massa a um ritmo nunca visto antes, sugerindo que pontos de não retorno podem ter sido ultrapassados. 

Como consequência, desastres climáticos, como enchentes, furacões e incêndios, acabam se tornando cada vez mais frequentes, são letais e economicamente custosos, com prejuízos globais que superam a marca dos US$18 trilhões desde os anos 2000.

Como tentar mudar a rota de uma maneira urgente?

Apesar do cenário sombrio, o relatório ressalta que o tempo é curto, mas não acabou. Os cientistas insistem que evitar cada grau de aquecimento é crucial e, que mudanças sociais e políticas ainda podem virar o jogo, especialmente se houver uma ação coletiva. 

Medidas urgentes incluem o fim do uso de combustíveis fósseis, a proteção de ecossistemas como florestas e manguezais, que podem absorver cerca de 10 gigatoneladas de CO₂ anualmente.

Contudo, o ponto de mudança principal é a busca por um novo modelo de crescimento financeiro, que não seja baseado na superexploração da Terra. Os especialistas alertam que o futuro vai trazer custos muito maiores e grandes impactos catastróficos.

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