Cidades
O setor de serviços do Rio Grande do Norte registrou crescimento de 1,8% no acumulado de janeiro a maio de 2026, impulsionado por atividades como hotelaria, telemarketing, coleta de resíduos e serviços terceirizados de apoio às empresas. Os dados são da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), analisados pelo Instituto Fecomércio RN (IFC).
O desempenho coloca o estado com o quarto melhor resultado do Nordeste e o décimo maior crescimento do Brasil no período. O avanço ficou praticamente em linha com a média nacional, que foi de 1,9%.
Segundo o IFC, o crescimento foi sustentado tanto por atividades ligadas ao ambiente empresarial quanto pelo consumo das famílias e pelo fortalecimento do turismo, mantendo a trajetória positiva da economia potiguar.
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Apesar do desempenho positivo no acumulado do ano, o setor apresentou retração de 0,9% em maio, na comparação com o mesmo mês de 2025. A principal influência negativa veio dos segmentos de transporte aéreo de passageiros e transporte rodoviário de cargas.
De acordo com a análise do IFC, a alta dos combustíveis pressionou os custos dessas atividades, especialmente no transporte aéreo, onde o aumento do preço do querosene de aviação elevou o valor das passagens.
Mesmo com a queda na receita do segmento, o movimento de passageiros no Aeroporto Internacional de Natal cresceu 22,6% em maio, em relação ao mesmo período do ano passado, indicando que a procura pelo destino potiguar permaneceu aquecida.
Ainda segundo o levantamento, o Rio Grande do Norte registrou a segunda menor queda do país e a menor retração entre os estados nordestinos no desempenho mensal do setor de serviços.
O turismo também apresentou resultado positivo nos primeiros cinco meses de 2026. A receita das atividades turísticas cresceu 0,7% no Rio Grande do Norte, enquanto a média nacional registrou leve recuo de 0,1% no mesmo período.
Com esse desempenho, o estado alcançou o segundo melhor resultado do Nordeste, atrás apenas da Bahia, além de ocupar a quinta colocação entre todas as unidades da Federação pesquisadas pelo IBGE.
O crescimento foi impulsionado principalmente pelos segmentos de hotelaria, restaurantes e agências de viagens, reforçando a importância do turismo para a economia potiguar e para a movimentação de diferentes cadeias de serviços.
Em maio, porém, a receita do turismo recuou 0,4% em comparação com o mesmo mês de 2025. Ainda assim, o resultado foi superior ao desempenho nacional, que registrou queda de 1,6%, representando a menor retração do país entre os estados analisados.
Segundo o Instituto Fecomércio RN, os números mostram que, apesar dos impactos provocados pelo aumento dos custos no transporte, os setores de serviços e turismo seguem em trajetória de crescimento no estado ao longo de 2026.
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