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Segundo caso de superfungo é confirmado em Natal; entenda riscos

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O novo caso de superfungo Candida auris em hospital de Natal levanta preocupações sobre a infecção e medidas de controle adotadas  |   BNews RN - Divulgação Reprodução/Getty Images

Publicado em 05/03/2026, às 11h00   Malu Machado



A Secretaria de Estado da Saúde Pública do Rio Grande do Norte confirmou um novo caso de infecção por Candida auris no Hospital Central Coronel Pedro Germano, em Natal, sendo este o segundo registro em menos de dois meses, o que levanta preocupações sobre a segurança hospitalar.

O Candida auris é classificado como um 'superfungo' devido à sua resistência a medicamentos antifúngicos, capacidade de sobrevivência em superfícies hospitalares e dificuldade de diagnóstico, o que torna a contenção de surtos um desafio significativo.

A Sesap convocou uma coletiva de imprensa para discutir as medidas de contenção adotadas, incluindo o isolamento do paciente e o monitoramento rigoroso para evitar a disseminação do fungo, enquanto ainda não foram divulgadas informações sobre as circunstâncias da nova contaminação.

Resumo gerado por IA

A Secretaria de Estado da Saúde Pública do Rio Grande do Norte (Sesap) confirmou, nesta quinta-feira (5), a identificação de um novo caso do fungo Candida auris no Hospital Central Coronel Pedro Germano (Hospital da PM), em Natal. Este é o segundo registro da infecção na unidade em menos de dois meses; o primeiro ocorreu em 22 de janeiro.

Coletiva de imprensa

Diante da gravidade do tema, a Sesap convocou uma entrevista coletiva para o meio-dia de hoje, onde apresentará detalhes sobre o estado de saúde do paciente e as medidas de contenção adotadas. Até o momento, não foram divulgadas informações sobre as circunstâncias da nova contaminação.

No caso registrado em janeiro, o paciente foi mantido em isolamento rigoroso enquanto equipes de vigilância epidemiológica realizavam o rastreamento para evitar que o microrganismo se espalhasse por outras alas do hospital.

Relembre o primeiro caso

O primeiro registro de Candida auris na unidade ocorreu em 22 de janeiro. Na ocasião, o paciente era um homem que já estava internado para tratamento de outra enfermidade sem relação com o fungo.

A presença do micro-organismo foi atestada após dois exames laboratoriais no Laboratório Central do Estado (Lacen-RN). Na época, a Sesap garantiu que protocolos rigorosos de isolamento foram adotados e que o monitoramento contínuo impediu a disseminação para outros leitos. A secretaria reforçou que o contágio ocorre por contato direto e não pelo ar, o que facilita o controle se as normas de higiene forem seguidas.

O que é o Candida auris e por que ele preocupa?

O Candida auris não é um fungo comum. Ele é classificado como um "superfungo" por autoridades de saúde globais, como a OMS, devido a três fatores principais:

  • Multirresistência: ele apresenta resistência a diversos medicamentos antifúngicos que normalmente eliminam infecções por leveduras. Em alguns casos, nenhuma das três principais classes de fármacos disponíveis funciona.
  • Sobrevivência ambiental: diferente de outros fungos, o C. auris consegue sobreviver por longos períodos em superfícies hospitalares (maçanetas, corrimãos, equipamentos médicos) e na pele humana, facilitando surtos em ambientes de saúde.
  • Dificuldade de diagnóstico: ele pode ser facilmente confundido com outras espécies de Candida em exames laboratoriais convencionais, exigindo tecnologias avançadas (como o MALDI-TOF) para uma identificação precisa.

Quem está em risco?

O fungo atinge principalmente pacientes hospitalizados há muito tempo, com o sistema imunológico comprometido, ou que utilizam dispositivos invasivos como cateteres e tubos de ventilação. Em pessoas saudáveis, o risco de infecção grave é considerado baixo.

Classificação Indicativa: Livre

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