Cidades

Reservas hídricas do RN tem queda e acumulam cerca de 38% da capacidade total, aponta IGARN

Divulgação/IGARN
A região do Seridó enfrenta a maior crise hídrica, com reservatórios acumulando apenas 14% da capacidade total monitorada  |   BNews RN - Divulgação Divulgação/IGARN

Publicado em 30/12/2025, às 11h08   Malu Machado



O Governo do Rio Grande do Norte, através do IGARN, monitora 69 reservatórios essenciais, que atualmente estão com apenas 38,08% da capacidade total, uma queda significativa em relação a 2024, quando estavam em 62,82%. Essa redução levanta preocupações sobre a segurança hídrica da população potiguar.

Os principais reservatórios, como Armando Ribeiro Gonçalves, Santa Cruz do Apodi e Umari, também apresentam diminuições drásticas em seus níveis de água, com o Seridó sendo a região mais afetada, acumulando apenas 14% da capacidade total entre seus reservatórios.

Atualmente, 18 reservatórios estão em situação crítica, com menos de 10% de sua capacidade, levando o governo a monitorar a situação de perto e a considerar medidas para mitigar os efeitos da seca e garantir o abastecimento de água para a população.

Resumo gerado por IA

O Governo do Estado do Rio Grande do Norte, por meio do Instituto de Gestão das Águas (IGARN), monitora 69 reservatórios cruciais para a segurança hídrica da população potiguar.

De acordo com o relatório mais recente, as reservas hídricas superficiais do Estado acumulam atualmente 38,08% da capacidade total de armazenamento (2.014.368.759 m³, no total de 5.290.123.351). Este volume representa uma queda significativa em relação ao final de 2024, quando os reservatórios monitorados atingiam 62,82% da capacidade total à época.

A inclusão da recém-concluída barragem de Oiticica no sistema de monitoramento influenciou a nova capacidade total. Oiticica acumula, sozinha, 14,66% de sua capacidade.

Barragem de Oiticica, em Jurucutu, foi inaugura da em Março de 2025. Foto: Reprodução/Governo Federal
Barragem de Oiticica, em Jurucutu, foi inaugura da em Março de 2025. Foto: Reprodução/Governo Federal

Situação dos três maiores reservatórios

A queda no volume é perceptível nos principais reservatórios do estado:

  • Armando Ribeiro Gonçalves: acumula 45,30% da capacidade total. No final de 2024, este volume era bem superior, registrando 67,97%.
  • Santa Cruz do Apodi: atualmente, registra 55,60% da capacidade. No último relatório de 2024, estava em 71,58%.
  • Umari (Upanema): acumula 53,17%. No final de 2024, o volume era de 78,09%.

Alerta no Seridó

A região do Seridó é a que apresenta o cenário mais crítico. Os reservatórios monitorados acumulam, juntos, apenas 14% da capacidade total.

  • Gargalheiras (Marechal Dutra): acumula 48,32% da capacidade, uma queda em relação aos 74,73% registrados no final de 2024.
  • Açude Dourado (Currais Novos): um dos mais afetados, registrando apenas 13,89% da capacidade total, enquanto no final de 2024 estava em 53,98%.

Reservatórios com nível crítico (abaixo de 10% da Capacidade)

O levantamento do IGARN aponta que 18 reservatórios monitorados apresentam atualmente volumes críticos, com menos de 10% de sua capacidade total:

  • Itans, em Caicó - seco
  • Sabugi, em São João do Sabugi - 1,12%
  • Passagem das Traíras, em São José do Seridó - 0,03%
  • Esguicho, em Ouro Branco - 0,67%
  • Carnaúba, em São João do Sabugi - 1,99%
  • Japi II, em São José do Campestre - 7,26%
  • Bonito II, em São Miguel - 6,15%
  • Apanha Peixe, em Caraúbas - 7,33%
  • Gangorra, em Rafael Fernandes - 3,50%
  •  Jesus Maria José, em Tenente Ananias - 0,33%
  • Tourão, em Patu - 2,64% 
  • Brejo, em Olho D’Água do Borges - 0,43% 
  • 25 de Março, em Pau dos Ferros - 5,74%
  • São Gonçalo, em São Francisco do Oeste - 2,57% 
  • Mundo Novo, em Caicó - 1,06%
  • Inspetoria, em Umarizal  - 6,41% 
  • Dinamarca, em Serra Negra do Norte - 8,30% 
  • Lulu Pinto, em Luís Gomes - 0,01% 

Classificação Indicativa: Livre

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