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Morre Netinho, cantor de “Milla”, aos 60 anos; artista marcou a história do Carnatal

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Netinho deixa uma obra musical que continua a emocionar milhões, especialmente com sua famosa canção chamada 'Milla', que marcou gerações  |   BNews RN - Divulgação Reprodução: Internet
Redação

por Redação

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Publicado em 13/10/2026, às 11h18



Cantor baiano morreu nesta terça-feira (13), em Salvador, durante tratamento contra um linfoma não Hodgkin. Intérprete de sucessos como “Milla” e “Beijo na Boca”, ele conquistou projeção nacional, enfrentou graves problemas de saúde e construiu uma trajetória de quase quatro décadas na música brasileira.

O cantor Netinho, um dos nomes conhecidos da história do axé music, morreu nesta terça-feira (13), aos 60 anos, em Salvador, na Bahia.

O artista estava internado no Hospital Aliança Star e enfrentava um linfoma não Hodgkin, tipo de câncer que afeta o sistema linfático. A morte foi confirmada pela equipe do músico, que havia retomado o tratamento após a reincidência da doença.

Conhecido nacionalmente por músicas como “Beijo na Boca”, “Fim de Semana”, “Estrela Primeira” e, principalmente, “Milla”, Netinho construiu uma carreira marcada pela presença nos carnavais, pelos shows em trios elétricos e pela participação na expansão da música baiana para diferentes regiões do Brasil e do exterior.

Segundo informações divulgadas pela imprensa nesta terça-feira, a evolução do câncer provocou complicações graves, incluindo insuficiência renal e falência múltipla de órgãos. O artista estava sob cuidados médicos em Salvador, cidade onde viveu parte de sua trajetória profissional e consolidou o sucesso nacional.

De acordo com a assessoria, o velório e a cremação serão realizados de forma reservada, conforme desejo expresso pelo próprio cantor. A cerimônia será restrita a familiares e amigos próximos.

Quem foi Netinho?

Ernesto de Souza Andrade Júnior, conhecido artisticamente como Netinho, nasceu em 12 de julho de 1966, em Santo Antônio de Jesus, município localizado no Recôncavo baiano. Ainda criança, mudou-se com a família para Salvador, onde teve os primeiros contatos com a música e começou a desenvolver o interesse pela carreira artística.

Aos 14 anos, ganhou da mãe o primeiro violão. O instrumento passou a fazer parte de sua rotina e contribuiu para a aproximação com a música popular brasileira. Mesmo antes de alcançar o sucesso, Netinho já demonstrava interesse em aprender a tocar e explorar diferentes estilos musicais.

Aos 16 anos, ingressou no curso de Engenharia Civil da Universidade Católica do Salvador (UCSal). Na época, conciliava os estudos com apresentações em escolas, teatros e outros espaços que abriam oportunidades para novos músicos.

Posteriormente, começou a cantar profissionalmente em bares de Salvador, com repertório voltado à MPB e à bossa nova. As apresentações ajudaram a desenvolver sua experiência de palco e abriram caminho para a entrada no circuito musical baiano.

A aproximação com o Carnaval transformou o rumo de sua carreira. A energia dos trios elétricos e o crescimento da música produzida na Bahia criaram as condições para que o cantor encontrasse um espaço próprio em um dos movimentos musicais mais populares do país.

A estreia na Banda Beijo e o sucesso de “Beijo na Boca”

O grande salto profissional aconteceu em 1988, quando Netinho assumiu os vocais da Banda Beijo. O grupo ganhou projeção com “Beijo na Boca”, música que se tornou um dos primeiros grandes sucessos da carreira do artista e ajudou a levar seu nome para além da Bahia.

A canção ganhou espaço nas rádios e nas apresentações carnavalescas, acompanhando a expansão nacional do axé music no fim dos anos 1980. Naquele período, a música baiana começava a conquistar públicos de diferentes estados, impulsionada pelos trios elétricos, pelos blocos de Carnaval e pelas apresentações fora de época.

Com a Banda Beijo, Netinho passou a realizar shows em diversas cidades brasileiras. A presença em programas de televisão e a circulação da música nas emissoras de rádio contribuíram para consolidar sua popularidade.

O sucesso inicial foi seguido por outras canções, entre elas “Estrela Primeira”, “Barracos” e “A Vida é Festa”. O repertório reforçou a associação do cantor com músicas dançantes, refrões marcantes e apresentações voltadas à interação com o público.

A passagem pela Banda Beijo foi decisiva para estabelecer sua identidade artística. Ao mesmo tempo, o crescimento profissional abriu espaço para novos projetos e para a decisão de seguir uma carreira independente.

Carreira solo consolidou o cantor entre os grandes nomes do axé

Em 1993, Netinho iniciou a carreira solo com o lançamento do álbum “Um Beijo Pra Você”. O trabalho apresentou novas possibilidades musicais e ampliou a presença do cantor no mercado fonográfico brasileiro.

O disco trouxe músicas como “Capricho dos Deuses”, “Total” e “Menina”, que também alcançaram repercussão nacional. O álbum recebeu certificação de platina no Brasil, resultado que demonstrou a força comercial do artista naquele momento.

A carreira solo permitiu que Netinho ampliasse o controle sobre seus projetos. Além de interpretar as canções, ele passou a se envolver mais diretamente com a produção e a direção dos shows, incluindo decisões relacionadas ao palco, à iluminação, ao cenário e às coreografias.

O cantor também investiu em produções que buscavam combinar a energia do Carnaval com estruturas de espetáculo cada vez maiores. Essa fase contribuiu para consolidar sua imagem como um artista capaz de levar a experiência dos trios elétricos para grandes palcos e eventos.

A partir daí, Netinho passou a integrar o grupo de intérpretes associados à popularização do axé music no Brasil durante a década de 1990.

“Milla” se tornou o maior sucesso da carreira

Lançada em 1996, “Milla” se transformou na música mais emblemática da trajetória de Netinho. A canção conquistou o público com seu refrão conhecido e se tornou presença frequente em carnavais, micaretas, festas populares e apresentações musicais pelo país.

O sucesso ultrapassou o período de lançamento e permaneceu associado à identidade artística do cantor. Décadas depois, a música continuava sendo lembrada como um dos grandes hits do axé music e um dos momentos mais reconhecidos de seu repertório.

A popularidade de “Milla” também ajudou a ampliar o alcance internacional do artista. Netinho realizou apresentações em países como Itália e Chile, levando a música baiana a públicos de diferentes nacionalidades.

Em 1997, o cantor lançou o álbum “Netinho ao Vivo!”, que reforçou sua ligação com os espetáculos de grande porte e com o repertório de sucessos que conquistara ao longo da década. O projeto se tornou um dos trabalhos de destaque de sua discografia.

A força da música foi tão significativa que “Milla” continuou presente em eventos e celebrações mesmo depois de o cantor reduzir o ritmo de apresentações em determinados períodos de sua vida.

O artista também investiu na produção musical

Além dos palcos, Netinho desenvolveu atividades empresariais relacionadas à música. Durante a carreira solo, associou-se ao produtor Guto Graça Mello para montar, no Rio de Janeiro, o Blue Estúdio, estrutura voltada à gravação e à mixagem de trabalhos musicais.

O espaço recebeu artistas de diferentes gerações e estilos, entre eles Maria Bethânia, Milton Nascimento, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Laura Pausini e Lenny Kravitz. A presença de nomes nacionais e internacionais ajudou a projetar o estúdio no mercado fonográfico.

A iniciativa demonstrava o interesse do cantor em atuar também nos bastidores da indústria musical, para além da interpretação e das apresentações ao vivo.

Netinho ainda criou um selo voltado ao lançamento de novos artistas baianos, buscando abrir oportunidades para músicos que procuravam espaço no mercado. A atuação como empresário e produtor ampliou sua participação no setor e diversificou suas atividades profissionais.

Esses projetos fizeram parte de uma trajetória que não ficou restrita ao sucesso como intérprete de axé music. O cantor também buscou participar da produção, da estruturação de espetáculos e do desenvolvimento de novos talentos.

A relação com o Carnaval de Salvador

O Carnaval de Salvador ocupou lugar central na história profissional de Netinho. Foi nesse ambiente que ele ganhou projeção com a Banda Beijo e consolidou sua carreira solo, em uma época de expansão dos blocos, dos trios elétricos e das micaretas realizadas em diferentes cidades brasileiras.

O artista se tornou conhecido pela energia das apresentações e pela capacidade de conduzir o público em músicas que rapidamente eram incorporadas ao repertório das festas populares.

A relação com o Carnaval também levou Netinho a participar de eventos fora da Bahia. Em 1990, o cantor esteve entre os artistas que ajudaram a levar a experiência do trio elétrico para além do circuito tradicional, com apresentações internacionais e iniciativas de divulgação da música brasileira.

Ao longo dos anos, suas canções passaram a integrar a memória musical de diferentes gerações. “Milla” e “Beijo na Boca” permaneceram entre as músicas mais associadas às festas carnavalescas, mesmo com as mudanças de estilos e de artistas que marcaram a evolução do axé music.

A trajetória de Netinho acompanhou uma fase importante da música popular brasileira, quando artistas baianos ampliaram a presença nacional de um gênero que combinava ritmos afro-baianos, música pop e a dinâmica das festas de rua.

O Carnaval de Salvador ocupou lugar central na história profissional de Netinho. Foi nesse ambiente que ele ganhou projeção com a Banda Beijo.
O Carnaval de Salvador ocupou lugar central na história profissional de Netinho. Foi nesse ambiente que ele ganhou projeção com a Banda Beijo.

O casamento com Mariana Trindade e a filha Bruna

Na vida pessoal, Netinho foi casado com a jornalista Mariana Trindade entre 1997 e 2003. Da união nasceu a filha do casal, Bruna Trindade, em 2000.

Apesar de manter parte da vida familiar longe dos holofotes, o cantor teve aspectos de sua trajetória pessoal abordados em entrevistas e reportagens ao longo da carreira.

Em 2008, Netinho falou publicamente sobre sua bissexualidade. Anos depois, em entrevista ao programa “Mais Você”, da TV Globo, comentou o interesse da imprensa pelo assunto e afirmou que não considerava necessário prolongar a discussão sobre sua orientação sexual.

“Eu acho cafona ficar falando sobre isso. Não tem muito sentido”, declarou na ocasião, ao explicar sua posição sobre a exposição do tema.

A declaração repercutiu na imprensa e passou a integrar os registros de entrevistas que abordaram a relação do cantor com a exposição pública e a vida fora dos palcos.

Na vida pessoal, Netinho foi casado com a jornalista Mariana Trindade entre 1997 e 2003. Da união nasceu a filha do casal, Bruna Trindade, em 2000.
Na vida pessoal, Netinho foi casado com a jornalista Mariana Trindade entre 1997 e 2003. Da união nasceu a filha do casal, Bruna Trindade, em 2000.

Os graves problemas de saúde enfrentados em 2013

A trajetória de Netinho também foi marcada por um período de graves complicações médicas em 2013. Naquele ano, o cantor foi internado após apresentar problemas de saúde relacionados a uma lesão no fígado e passou por procedimentos médicos que foram seguidos por complicações vasculares cerebrais.

O quadro exigiu uma internação prolongada e um processo de recuperação que afetou diretamente sua capacidade de trabalhar. Entre as dificuldades enfrentadas estavam limitações físicas e problemas relacionados à voz, instrumento fundamental para sua atividade profissional.

A recuperação foi lenta e exigiu acompanhamento médico. O período afastou o artista dos palcos e alterou sua rotina, em um momento no qual ele ainda mantinha uma agenda intensa de apresentações.

A situação também provocou mudanças em sua relação com o trabalho e com a exposição pública. Ao longo dos anos seguintes, Netinho falou sobre a experiência de hospitalização e os desafios que enfrentou durante o tratamento.

O cantor conseguiu retomar parte das atividades profissionais, mas os problemas de saúde continuaram sendo um capítulo importante de sua história.

Ícone do Carnatal, maior micareta do Brasil

Netinho teve participação marcante na história do Carnatal, maior carnaval fora de época do Brasil, realizado em Natal, no RN. Durante uma década, esteve à frente de blocos tradicionais da micareta, entre eles o Bikoka, que estreou na festa em 1992.

O Carnatal tem 35 anos de história em 2026. A primeira edição foi realizada em dezembro de 1991, e a festa chega à sua 35ª edição entre os dias 4 e 6 de dezembro deste ano.

Netinho teve participação marcante na história do Carnatal, maior carnaval fora de época do Brasil, realizado em Natal, no RN.
Netinho teve participação marcante na história do Carnatal, maior carnaval fora de época do Brasil, realizado em Natal, no RN.

Quatro anos longe do Carnaval

As consequências das complicações médicas impediram Netinho de participar do Carnaval de Salvador por quatro anos. O afastamento representou uma mudança significativa para um artista cuja carreira havia sido construída, em grande parte, nas apresentações carnavalescas.

A ausência dos trios elétricos e dos grandes eventos contrastava com o ritmo de trabalho que marcou seus anos de maior popularidade. Durante o período, o cantor precisou concentrar esforços na recuperação e na retomada gradual das atividades.

O retorno aos palcos ocorreu de forma progressiva, com novas apresentações e a reorganização de sua agenda profissional. A volta também representou a oportunidade de reencontrar o público que acompanhava sua carreira desde os anos 1980 e 1990.

Mesmo após o afastamento, Netinho continuou associado ao repertório que marcou a expansão do axé music. As apresentações com seus principais sucessos ajudaram a manter viva a ligação com os fãs e com a história do Carnaval baiano.

A experiência de recuperação, porém, não encerrou os desafios relacionados à saúde. Anos depois, o artista voltaria a enfrentar um problema médico de grande impacto.

O diagnóstico de câncer em 2025

Em fevereiro de 2025, Netinho foi internado no Hospital Aliança Star, em Salvador, após apresentar dores nas costas e outros sintomas que exigiram investigação médica. Durante a avaliação, recebeu o diagnóstico de linfoma não Hodgkin do tipo B, um câncer que se origina no sistema linfático.

A confirmação da doença levou à suspensão dos compromissos profissionais previstos para o Carnaval daquele ano. O cantor precisou interromper a agenda de apresentações para iniciar o tratamento oncológico.

Em março de 2025, o artista passou a compartilhar informações sobre o processo de recuperação e as etapas do tratamento com seus seguidores. Por meio das redes sociais, mostrou parte da rotina hospitalar e falou sobre os desafios de enfrentar a doença.

O tratamento incluiu sessões de quimioterapia, realizadas em etapas, com acompanhamento da equipe médica. Em diferentes publicações, Netinho procurou tranquilizar os fãs e agradeceu as mensagens de apoio recebidas durante o período.

A transparência sobre a rotina de tratamento fez com que muitos admiradores acompanhassem sua evolução pelas redes sociais. As atualizações também permitiram que o público entendesse os motivos do afastamento dos palcos.

A remissão e a retomada da esperança

Ao longo de 2025, Netinho passou por diferentes etapas do tratamento, incluindo períodos de internação e recuperação em casa. O planejamento médico previa uma sequência de procedimentos oncológicos, com possibilidade de transplante autólogo de medula óssea como parte do tratamento.

Durante esse período, o cantor relatou avanços em seu estado de saúde e compartilhou momentos de otimismo. A evolução inicial trouxe esperança de recuperação e da possibilidade de retomar gradualmente os compromissos profissionais.

Após o tratamento, o artista chegou a informar que havia alcançado a remissão da doença. A notícia representou um momento importante depois de meses de acompanhamento médico e de uma rotina marcada por sessões de quimioterapia.

A melhora, no entanto, não significava que o acompanhamento médico pudesse ser encerrado. O linfoma exigia monitoramento, e a evolução posterior demonstraria que a batalha contra o câncer ainda não havia terminado.

O retorno do linfoma em 2026

Em setembro de 2026, Netinho voltou a ser internado em Salvador após a reincidência do linfoma não Hodgkin. A equipe do cantor informou que ele se afastaria temporariamente das redes sociais para se dedicar ao tratamento e à recuperação.

A nova internação ocorreu no Hospital Aliança Star, onde o artista já havia recebido atendimento durante a primeira fase da doença. A retomada do tratamento levou ao cancelamento ou à suspensão de compromissos, enquanto o cantor concentrava seus esforços na assistência médica.

A situação voltou a mobilizar fãs e artistas, que acompanharam as informações divulgadas pela equipe do músico. O histórico de problemas de saúde enfrentados desde 2013 tornou o novo diagnóstico ainda mais delicado para quem seguia sua trajetória.

Netinho tinha 60 anos e continuava sob cuidados médicos quando morreu nesta terça-feira (13). A morte encerra uma trajetória marcada por grandes sucessos, períodos de intensa atividade artística e batalhas de saúde que exigiram longos processos de recuperação.

A breve passagem pela política

Além da música, Netinho também teve uma participação na política brasileira. Em 2022, filiado ao Partido Liberal (PL), lançou candidatura a deputado federal pela Bahia e declarou apoio ao então presidente Jair Bolsonaro.

Naquele período, o cantor se apresentou publicamente como apoiador de Bolsonaro e participou de manifestações favoráveis ao político. Seu posicionamento provocou reações distintas entre admiradores, com manifestações de apoio e críticas nas redes sociais.

A candidatura não resultou em eleição. Netinho obteve cerca de 31 mil votos e ficou como suplente, sem conquistar uma cadeira na Câmara dos Deputados.

A aproximação com a política passou a fazer parte de sua trajetória pública, que já era marcada pela presença na televisão, pelas entrevistas e pela exposição nas redes sociais.

A atuação política também gerou controvérsias relacionadas ao uso de suas músicas em manifestações. Em 2021, o cantor participou de um ato favorável a Bolsonaro, e o uso de “Milla” em um protesto foi criticado pelo compositor Manno Góes, autor da canção.

O episódio demonstrou como o repertório do artista, conhecido por sua associação com festas populares, também passou a ser relacionado a debates políticos.

O legado de Netinho para a música brasileira

A morte de Netinho representa o fim de uma trajetória que atravessou diferentes fases da música popular brasileira. Desde o início na Banda Beijo até o sucesso da carreira solo, o cantor esteve associado à expansão do axé music e à consolidação de canções que permaneceram no repertório de festas e carnavais.

“Milla” tornou-se sua marca mais reconhecida, mas a discografia do artista incluiu outras músicas que ajudaram a construir sua identidade, como “Beijo na Boca”, “Menina”, “Capricho dos Deuses” e “Estrela Primeira”.

Sua atuação como produtor e empresário também ampliou a participação no setor musical, com investimentos em estúdio de gravação e iniciativas voltadas ao lançamento de novos artistas.

A carreira foi atravessada por momentos de sucesso, afastamentos e retomadas, especialmente após os graves problemas de saúde enfrentados em 2013 e o diagnóstico de câncer em 2025. Mesmo diante dessas dificuldades, Netinho manteve uma relação próxima com os fãs e compartilhou parte de sua rotina de recuperação.

Aos 60 anos, o artista deixa uma obra que continua ligada à memória afetiva de milhões de brasileiros. Suas músicas permanecem associadas ao Carnaval, às micaretas e à história do axé music, gênero que ajudou a levar a produção musical baiana a todo o país e a diferentes palcos internacionais.

Classificação Indicativa: Livre

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