Cidades
A Marinha do Brasil coordenou uma operação de busca e salvamento que resgatou o navio-tanque 'NW AIDARA', à deriva há mais de 50 dias devido a falhas técnicas, evitando riscos à vida da tripulação e ao meio ambiente.
Com 11 tripulantes enfrentando escassez de alimentos e água, a Marinha mobilizou navios e a comunidade marítima internacional para fornecer assistência e monitorar a situação da embarcação.
Após tentativas de reparo sem sucesso, o 'NW AIDARA' foi rebocado com segurança até o Porto de Fortaleza, onde chegou em 27 de março, destacando a importância da coordenação internacional em operações de salvamento marítimo.
A Marinha do Brasil coordenou, por meio do Salvamar Nordeste, sediado em Natal (RN), uma operação de busca e salvamento que garantiu o resgate de um navio-tanque africano que estava à deriva há mais de 50 dias em alto-mar. A embarcação, identificada como “NW AIDARA”, apresentou falha no sistema hidráulico no início de fevereiro.
O navio, de bandeira do Togo, ficou sem propulsão após o rompimento de uma mangueira hidráulica, o que comprometeu o sistema de leme e o controle de navegação. Sem comunicação eficiente e com dificuldades técnicas, a embarcação passou a derivar em direção à área de responsabilidade brasileira.
Com 11 tripulantes a bordo, o navio enfrentava ainda escassez de alimentos e água, o que aumentou o nível de alerta da operação. Diante do cenário, o Salvamar Nordeste passou a monitorar continuamente a embarcação e coordenar as ações de apoio.
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A operação mobilizou navios da Marinha e contou com o apoio da comunidade marítima internacional. Em um primeiro momento, embarcações mercantes que navegavam próximas foram orientadas a prestar assistência, fornecendo mantimentos e estabelecendo contato com a tripulação.
Na sequência, a Marinha enviou meios operativos para a área, incluindo o navio-patrulha oceânico “Araguari”, a corveta “Caboclo”, que atuou de forma complementar às atividades do rebocador de alto-mar “Triunfo”, responsável por realizar o reboque da embarcação.
Segundo a Marinha, além do risco à vida dos tripulantes, havia preocupação com possíveis impactos ambientais, já que o navio-tanque poderia causar danos em caso de encalhe ou vazamento.
Após semanas à deriva e tentativas de reparo sem sucesso, o “NW AIDARA” foi rebocado com segurança até o Porto de Fortaleza, no Ceará, onde chegou no dia 27 de março, com toda a tripulação em segurança.
A operação reforça o papel estratégico do Brasil nas ações de busca e salvamento marítimo e evidencia a importância da coordenação internacional para garantir a segurança da navegação e a preservação da vida no mar.
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