Cidades

Greve dos caminhoneiros: alta no preço dos combustíveis acende alerta para nova paralisação nacional

Imagem Greve dos caminhoneiros: alta no preço dos combustíveis acende alerta para nova paralisação nacional
Diálogo entre caminhoneiros e governo continua, mas clima de tensão pode resultar em nova greve com impacto no abastecimento  |   BNews RN - Divulgação
BNews Natal

por BNews Natal

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Publicado em 18/03/2026, às 09h21



O aumento no preço do diesel está gerando tensões no setor de transporte no Brasil, com caminhoneiros articulando uma possível paralisação nacional para pressionar o governo em meio a custos operacionais crescentes.

A mobilização ganhou força após uma assembleia no Porto de Santos, onde representantes de diversas regiões se reuniram, e um comunicado formal com as demandas da categoria será enviado ao governo para abrir espaço para negociações.

Embora o governo tenha anunciado medidas para mitigar os impactos do preço do diesel, como a zeragem de impostos e subvenções, os caminhoneiros afirmam que os benefícios não chegaram efetivamente ao consumidor, e o diálogo com o governo continua na tentativa de evitar uma greve que poderia afetar o abastecimento e a economia.

Resumo gerado por IA

A escalada no preço do diesel voltou a tensionar o setor de transporte no Brasil e reacendeu o risco de uma paralisação nacional de caminhoneiros.

Lideranças da categoria já articulam um movimento que pode começar nos próximos dias, ampliando a pressão sobre o governo federal em meio ao aumento dos custos operacionais e à insatisfação generalizada.

A mobilização ganhou força após uma assembleia realizada na segunda-feira (16), no Porto de Santos (SP), considerada estratégica por reunir representantes de diferentes regiões do país.

No encontro, foi autorizada a organização do movimento, embora ainda não haja uma data oficial definida para o início da paralisação.

Mobilização cresce e pode começar ainda nesta semana

Nos bastidores, há lideranças defendendo que a paralisação seja iniciada de forma imediata, possivelmente ainda nesta semana. A articulação envolve tanto caminhoneiros autônomos quanto motoristas vinculados a empresas de transporte, o que amplia o potencial de impacto logístico em todo o país.

Um comunicado oficial com as demandas da categoria deve ser enviado ao Palácio do Planalto, formalizando a insatisfação e abrindo espaço para negociação direta com o governo.

Medidas do Governo não surtiram efeito esperado

Na tentativa de conter a crise, o governo federal anunciou recentemente um pacote de medidas para reduzir o impacto do preço do diesel. Entre elas:

– zeragem de PIS/Cofins sobre o diesel
– criação de subvenção para baratear o combustível
– reforço na fiscalização de preços

Apesar das ações, o efeito prático foi rapidamente neutralizado após novo reajuste anunciado pela Petrobras, segundo representantes da categoria.

Na avaliação dos caminhoneiros, os benefícios não chegaram de forma efetiva ao consumidor final.

Críticas à fiscalização e distorções nos preços

Uma das principais queixas do setor está relacionada à variação de preços ao longo da cadeia de distribuição.

A falta de padronização e fiscalização mais rigorosa tem gerado desconfiança entre os profissionais.

Em cada dois quilômetros você encontra um preço diferente. O governo precisa fiscalizar distribuidoras e revendedoras de uma outra forma”, afirmou Wallace Landim, presidente da Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Automotores (Abrava).

Reivindicações incluem impostos, pedágios e frete

Além da questão do diesel, a categoria elenca uma série de demandas estruturais que impactam diretamente a rentabilidade da atividade:

– redução coordenada do ICMS sobre combustíveis pelos estados
– maior fiscalização na cadeia de distribuição
– revisão dos valores de pedágios
– cumprimento do piso mínimo do frete

O aumento dos custos e a falta de previsibilidade econômica são apontados como fatores críticos para a sustentabilidade do setor.

Movimento pode ganhar adesão de outras categorias

Embora a mobilização seja puxada principalmente por caminhoneiros autônomos, entidades do setor não descartam a adesão de outros segmentos, como motoristas de aplicativo e profissionais do transporte escolar, ampliando o alcance da paralisação.

Governo tenta conter crise e evitar paralisação

Apesar do clima de tensão, lideranças afirmam que o diálogo com o governo federal permanece aberto. Representantes da categoria seguem em negociação com a Casa Civil, em uma tentativa de construir soluções e evitar uma nova greve com impacto nacional.

O desfecho das próximas horas será decisivo para definir se o país enfrentará mais uma paralisação no transporte de cargas — cenário que pode afetar diretamente o abastecimento, a inflação e a rotina da população.

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