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Greve de terceirizados paralisa serviços e afeta hospitais públicos no RN; confira

Reprodução/Sindsaúde RN
Segundo informações repassadas por trabalhadores dos hospitais ao Sindsaúde/RN, a paralisação envolve profissionais de empresas terceirizadas  |   BNews RN - Divulgação Reprodução/Sindsaúde RN
José Nilton Jr.

por José Nilton Jr.

Publicado em 16/03/2026, às 12h58



Uma nova paralisação de trabalhadores terceirizados ligados à Secretaria de Estado da Saúde Pública do Rio Grande do Norte (Sesap) começou nesta segunda-feira (16) e já impacta o funcionamento de hospitais da rede pública estadual. De acordo com uma denúncia recebida pelo Sindicato dos Trabalhadores em Saúde do RN (Sindsaúde), a greve acontece em meio a denúncias de atraso no pagamento dos salários e atinge serviços considerados essenciais, como alimentação e limpeza.

Entre as unidades afetadas estão o Hospital Monsenhor Walfredo Gurgel, o Hospital Giselda Trigueiro, o Hospital Regional Deoclécio Marques e o Hospital Regional Alfredo Mesquita Filho, localizado no município de Macaíba, na Região Metropolitana de Natal.

De acordo com informações repassadas por trabalhadores ao Sindsaúde/RN, a paralisação envolve profissionais contratados por empresas terceirizadas responsáveis por serviços de apoio hospitalar.

Alimentação e limpeza foram afetadas

No Hospital Monsenhor Walfredo Gurgel, funcionários da empresa JMT Service entraram em greve e, nesta segunda-feira, o fornecimento de almoço para trabalhadores e acompanhantes foi suspenso.

De acordo com um comunicado interno, as refeições passaram a ser disponibilizadas apenas para pacientes e acompanhantes da pediatria. Também há relatos de falta de itens básicos na unidade, como água para limpeza, álcool, lençóis e luvas.

Situação se repete em outras unidades

Nos hospitais regionais Alfredo Mesquita Filho e Deoclécio Marques, a alimentação passou a ser oferecida exclusivamente aos pacientes internados enquanto durar a paralisação.

Já no Hospital Giselda Trigueiro, trabalhadores responsáveis pela higienização da empresa Justiz Terceirização e cozinheiros da JMT também aderiram à greve. Diante da redução de pessoal, a direção da unidade precisou adotar um esquema emergencial de limpeza priorizando áreas consideradas críticas para o atendimento hospitalar.

Sindicato critica terceirização

De acordo com o Sindsaúde/RN, episódios como esse têm se repetido com frequência devido aos atrasos salariais enfrentados por trabalhadores terceirizados.

A entidade afirma que paralisações envolvendo serviços de alimentação e limpeza vêm sendo denunciadas de forma recorrente.

O sindicato declarou apoio aos trabalhadores que reivindicam o pagamento de salários e criticou os impactos da terceirização sobre o funcionamento dos serviços públicos de saúde.

"A esta altura, qualquer reivindicação que seja escrita pelo Sindsaúde/RN soa repetitiva. Serviços de alimentação e limpeza sendo paralisados e prejudicando pacientes e acompanhantes é uma situação denunciada pelo sindicato quase que mensalmente. Por isso, ainda que seja redundante, reafirmamos nossa solidariedade aos trabalhadores (as) terceirizados que seguem lutando bravamente pelo seu direito mais básico que é o salário", declarou o sindicato por meio de uma nota. 

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