Cidades

Criação de empregos despenca 72,7% no RN em setembro, e estado registra um dos piores saldos do Nordeste

Marcelo Camargo/Agência Brasil
O estado teve 19.622 admissões e 18.743 desligamentos, mas ainda assim, o saldo de empregos foi o mais baixo do Nordeste  |   BNews RN - Divulgação Marcelo Camargo/Agência Brasil
Jussier Lucas

por Jussier Lucas

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Publicado em 04/11/2026, às 19h31



A criação de empregos com carteira assinada registrou forte desaceleração no Rio Grande do Norte em setembro de 2026. O estado abriu 879 vagas formais, uma redução de 72,7% em comparação com o mesmo mês de 2025, quando o saldo foi de 3.224 postos. Os dados são do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados nesta quarta-feira (4) pelo Ministério do Trabalho e Emprego.

O resultado potiguar também ficou abaixo do registrado em agosto deste ano, quando foram criadas 4.851 vagas. Na comparação mensal, a queda foi de 81,9%. Apesar da retração, o estado terminou setembro com mais contratações do que demissões: foram 19.622 admissões e 18.743 desligamentos.

No cenário nacional, o Brasil registrou saldo positivo de 121.305 empregos formais em setembro, mas o número representa uma queda de 43,5% em relação aos 214.609 postos criados no mesmo período de 2025. Foi o menor resultado para um mês de setembro desde o início da série histórica do Novo Caged, em 2020.

RN tem terceiro menor saldo do Nordeste

Entre os estados nordestinos, o Rio Grande do Norte apresentou o terceiro menor saldo de empregos formais em setembro, com 879 vagas. Ficou à frente apenas do Maranhão, que registrou 654 postos, e do Piauí, com 783. Pernambuco liderou a região, com 13.371 novas vagas, seguido por Alagoas (11.110) e Bahia (9.626).

A situação também chama atenção no acumulado de janeiro a setembro. Nesse intervalo, o RN registrou 7.430 novos empregos formais, resultado mais baixo entre os nove estados do Nordeste. Foram 188.540 contratações e 181.110 desligamentos.

O crescimento do estoque de empregos com carteira assinada no estado foi de 1,40% nos primeiros nove meses do ano. O percentual ficou abaixo das médias do Nordeste, de 3,31%, e do Brasil, de 2,65%.

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Serviços lideram contratações no país

No Brasil, o setor de serviços foi o principal responsável pela abertura de vagas em setembro, com saldo de 81.241 empregos. Na sequência aparecem a indústria, com 19.285 postos; o comércio, com 15.697; e a construção, com 9.468. A agropecuária foi o único grande setor com resultado negativo, ao fechar 4.381 vagas.

Entre as unidades da Federação, apenas o Rio Grande do Sul apresentou saldo negativo no mês, com perda de 2.937 postos de trabalho. Todas as cinco regiões brasileiras tiveram resultado positivo, e o Nordeste registrou o maior saldo absoluto, com 49.142 vagas.

Outro indicador que chama atenção no levantamento é a remuneração. O salário médio real de admissão no Rio Grande do Norte ficou em R$ 1.913,84 em setembro, abaixo da média nacional, de R$ 2.429,41. No estado, houve redução de 0,91% em relação a agosto e de 0,32% na comparação com setembro de 2025, já considerados os ajustes pela inflação utilizados pelo Ministério do Trabalho.

O saldo do Novo Caged corresponde à diferença entre o número de admissões e desligamentos. Portanto, apesar da queda expressiva na criação de vagas, os números indicam que o Rio Grande do Norte e o Brasil continuaram registrando mais contratações do que demissões em setembro.

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