Cidades

Caos no maior hospital do RN: elevadores quebram, greve paralisa serviços e pacientes ficam sem alimentação adequada

Foto: José Aldenir/AgoraRN
Hospital Monsenhor Walfredo Gurgel enfrenta sérios problemas estruturais e operacionais, incluindo greves e falhas em equipamentos essenciais  |   BNews RN - Divulgação Foto: José Aldenir/AgoraRN
Giovana Gurgel

por Giovana Gurgel

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Publicado em 16/12/2025, às 12h37



O Hospital Monsenhor Walfredo Gurgel, maior unidade de urgência e emergência do Rio Grande do Norte, voltou a enfrentar problemas estruturais e operacionais.

O Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras em Saúde do Rio Grande do Norte (Sindaúde/RN) confirmou, nesta terça-feira, 16, uma série de falhas que incluem elevadores quebrados, greve de maqueiros e funcionários da lavanderia, além de denúncias sobre alimentação e descarte inadequado de resíduos.

Durante a madrugada desta terça-feira, novas falhas nos elevadores impediram a transferência de pacientes para outros setores da unidade, como o Centro Cirúrgico (CC). Ao menos 29 pacientes deixaram de ser transferidos por falta de elevadores, agravando a superlotação e os riscos assistenciais.

Profissionais que atuam no hospital relataram que apenas um elevador funciona de forma precária, enquanto outro permanece totalmente quebrado. Com isso, trabalhadores de áreas como o laboratório precisam subir e descer escadas durante todo o plantão, o que compromete a rotina e a segurança no atendimento.

Greve agrava colapso no transporte de pacientes

A situação se tornou ainda mais crítica com o início da greve dos maqueiros nesta terça-feira, motivada por atraso no pagamento dos salários. Com a paralisação, deixou de existir a alternativa improvisada de transportar pacientes pelas escadas, prática adotada quando os elevadores apresentavam defeito.

Segundo o Sindicato, a combinação entre falhas estruturais e a greve compromete diretamente o fluxo interno do hospital, sobretudo em setores que dependem de deslocamento rápido de pacientes.

Além dos maqueiros, funcionários da lavanderia também aderiram à paralisação, o que, conforme a categoria, impacta diretamente nas condições de higiene e no funcionamento geral da unidade hospitalar.

Alimentação inadequada e descarte irregular de resíduos

As denúncias não se limitam à infraestrutura e à greve. Trabalhadores afirmam que o descarte de resíduos continua sendo feito de forma irregular, utilizando “frascos plásticos”, prática considerada inadequada para o ambiente hospitalar.

Também há queixas relacionadas à alimentação oferecida a pacientes e funcionários. Conforme os relatos, o cardápio do jantar estaria completamente fora dos padrões, especialmente para pessoas que necessitam de dietas específicas, como diabéticos e hipertensos.

Casos ainda mais graves foram apontados pela categoria, incluindo o fornecimento de proteínas com larvas e carne estragada, situação que teria sido registrada no último domingo, 14, reforçando o cenário de crise enfrentado pelo Hospital Monsenhor Walfredo Gurgel.

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