Cidades
Depois das agendas oficiais da COP30, o movimento continua na noite em Belém. Na Baía do Guajará, os olhares se voltam para um dos cartões-postais mais emblemáticos da capital paraense — a Estação das Docas. O complexo turístico e cultural, inaugurado em 2000, virou o ponto de encontro preferido de delegações, jornalistas e visitantes que participam da conferência do clima.

São 500 metros de orla e uma vista privilegiada para o rio. O espaço reúne três armazéns integrados, que abrigam restaurantes, cafés, bares, sorveterias, lojas de artesanato e espaços culturais. O pôr do sol é o espetáculo mais aguardado do dia e, durante a COP30, tem sido pano de fundo para conversas informais sobre os debates climáticos, entrevistas e encontros entre representantes de diferentes países.
Entre uma caipirinha de cupuaçu ou jambú e pratos típicos da culinária amazônica, como o filhote, o tacacá e o açaí, os visitantes aproveitam o ambiente para relaxar depois de um dia intenso de painéis e reuniões. A orla da Estação, iluminada e segura, convida ao passeio e à contemplação da paisagem que mistura modernidade e tradição — um símbolo do equilíbrio entre desenvolvimento e natureza, tema central das discussões da COP.
Aberta até a meia-noite em dias de semana e até 1h da manhã nas sextas e sábados, a Estação das Docas mostra a força de Belém, também, na hospitalidade e na cultura viva de seu povo.
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