Cidades
Publicado em 30/12/2025, às 09h12 Malu Machado
A Prefeitura de Ipojuca suspendeu as atividades de uma barraca na praia de Porto de Galinhas por uma semana após um casal de turistas ser agredido em uma discussão sobre cobrança indevida, refletindo preocupações com a segurança e a reputação do turismo local.
As vítimas relataram que foram atacadas por comerciantes após tentarem contestar um valor quase dobrado na conta, o que gerou indignação nas redes sociais e trouxe à tona questões sobre práticas comerciais irregulares na região.
Além do fechamento da barraca, a prefeitura implementou medidas como o afastamento dos envolvidos, intensificação da fiscalização contra irregularidades e reforço na proteção dos direitos do consumidor, visando coibir práticas como a venda casada e a exigência de consumação mínima.
A Prefeitura de Ipojuca (PE) determinou a suspensão das atividades, pelo prazo de uma semana, na barraca na praia de Porto de Galinhas onde o casal de turistas foi espancado no último sábado (27). A medida faz parte de uma série de ações emergenciais estabelecidas na noite desta segunda-feira (29).
Além do fechamento da barraca, há também outras cinco determinações. Uma delas é o afastamento imediato dos garçons e atendentes que participaram da briga, até que as investigações do caso sejam concluídas.
Veja as medidas:
Johnny Andrade Barbosa e Cleiton Zanatta gravaram um vídeo nas redes sociais para relatar agressões que teriam sofrido na tarde do último sábado (27), após uma discussão em uma barraca na praia de Porto de Galinhas, no município de Ipojuca, no Litoral Sul de Pernambuco.
Segundo as vítimas de Mato Grosso, na hora do pagamento, os comerciantes queriam cobrar quase o dobro do preço acordado inicialmente, o que gerou a confusão.
Imagens que circulam na internet mostram os dois sendo atacados por um grupo de barraqueiros enquanto tentavam deixar o local em um veículo utilizado pela equipe de salva-vidas.
Saiba mais:
O Governo de Pernambuco se pronunciou sobre o caso. Em nota oficial divulgada no Instagram nesta segunda-feira (29), o estado informou que 14 agressores já foram identificados e serão indiciados em inquérito policial. O governo afirmou que está acompanhando o caso.
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A prática de condicionar o aluguel de itens ou o uso de equipamentos de praia (como cadeiras e guarda-sóis) à consumação mínima em um estabelecimento é ilegal no Brasil, conforme o Código de Defesa do Consumidor (CDC).
Casos como o de Johnny Andrade e Cleiton Zanatta trazem à tona a discussão sobre os limites legais das cobranças em praias. A imposição de um valor mínimo de consumo ou a exigência de compra de produtos para liberar o uso de itens é expressamente proibida pela legislação.
De acordo com o Artigo 39, inciso I, do Código de Defesa do Consumidor, é vedado ao fornecedor de produtos ou serviços:
"Condicionar o fornecimento de produto ou de serviço ao fornecimento de outro produto ou serviço, bem como, sem justa causa, a limites quantitativos."
Esta prática é popularmente conhecida como venda casada ou, no contexto do consumo, como a imposição de consumação mínima. O consumidor tem o direito de alugar ou pagar apenas pelo item desejado sem ser obrigado a consumir alimentos ou bebidas do local.
O não cumprimento dessas normas de proteção ao consumidor sujeita os estabelecimentos e comerciantes a sanções administrativas rigorosas, conforme previsto no Decreto nº 2.181/1997.
As penalidades que podem ser aplicadas incluem:
Órgãos de defesa, como o Procon, orientam que o consumidor não deve aceitar a imposição de consumação mínima para ocupar espaços na areia, pois as praias são bens de uso comum do povo, e não propriedade privada dos estabelecimentos.
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