Cidades

Cadeira a R$ 200 e pastel a R$ 150: turistas denunciam preços abusivos em praias do Brasil

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Relatos de turistas denunciam cobranças abusivas em praias do Brasil, gerando indignação e debate sobre fiscalização em áreas públicas  |   BNews RN - Divulgação Reprodução internet
Dani Oliveira

por Dani Oliveira

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Publicado em 30/12/2025, às 08h03



Um episódio de violência em Porto de Galinhas, Pernambuco, gerou um alerta nacional sobre cobranças abusivas em praias turísticas, após turistas denunciarem preços exorbitantes para serviços como cadeiras e refeições.

Relatos de turistas de várias regiões do Brasil indicam que práticas de preços elevados não são exclusivas do Nordeste, com valores chegando a R$ 200 por cadeiras e refeições em locais como Arraial do Cabo e Búzios.

O incidente que desencadeou a repercussão foi a agressão a um casal de turistas, levando a um debate sobre a fiscalização e os direitos do consumidor nas praias, enquanto autoridades locais consideram medidas para abordar a situação.

Resumo gerado por IA

Um episódio de violência em Porto de Galinhas, no litoral de Pernambuco, acendeu um alerta nacional sobre cobranças consideradas abusivas em praias turísticas.

Nos últimos dias, relatos de valores elevados para cadeiras, guarda-sóis e refeições passaram a se multiplicar nas redes sociais, com turistas de diferentes estados compartilhando experiências semelhantes.

A repercussão fez o debate extrapolar o Nordeste. Internautas relatam que práticas parecidas ocorrem em destinos badalados do Sudeste e do Sul, indicando que o problema não está restrito a uma única região.

Relatos se acumulam em destinos famosos

Entre os comentários que viralizaram, há menções a cobranças de até R$ 200 pelo uso de cadeira com guarda-sol em praias como Arraial do Cabo (RJ) e Balneário Camboriú (SC).

Há menções a cobranças de até R$ 200 pelo uso de cadeira com guarda-sol em praias como em Balneário Camboriú (SC). Imagem: internet.
Há menções a cobranças de até R$ 200 pelo uso de cadeira com guarda-sol em praias como em Balneário Camboriú (SC). Imagem: internet.

Em Búzios, um cardápio divulgado nas redes também chamou atenção: preços como R$ 150 por seis pastéis, R$ 190 por isca de peixe e R$ 200 por camarão à milanesa alimentaram a indignação de turistas e moradores.

O caso que detonou a repercussão

A onda de denúncias ganhou força após a agressão a um casal de turistas no último sábado (27), em Porto de Galinhas. Os empresários Johnny Andrade e Cleiton Zanatta, vindos de Mato Grosso, relataram que a confusão começou por causa do valor cobrado pelo uso de cadeiras na praia.

Segundo o casal, trabalhadores ofereceram barracas e cadeiras logo na chegada e acertaram um preço inicial. No momento do pagamento, porém, o valor teria sido quase dobrado. Diante da recusa, a discussão evoluiu para agressões.

Um vídeo que circulou amplamente nas redes sociais mostrou Johnny ferido após o episódio, o que ampliou ainda mais a repercussão e a indignação pública.

Debate reacende alerta sobre turismo e fiscalização

O caso reacendeu discussões sobre fiscalização, direitos do consumidor e a imagem dos destinos turísticos brasileiros. Para muitos internautas, além dos preços elevados, a falta de transparência e de regras claras transforma o lazer à beira-mar em uma experiência de risco.

Enquanto autoridades locais avaliam providências, o episódio segue alimentando um debate incômodo: até que ponto o turista está protegido nas praias mais famosas do país?

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