Cidades
Arquidioceses em várias regiões do Brasil estão em alerta devido a um golpe que visa fiéis da Igreja Católica, onde criminosos se passam por arcebispos em aplicativos de mensagem para solicitar transferências via Pix sob falsas urgências.
Os golpistas utilizam perfis falsos com nomes e imagens de religiosos conhecidos, abordando as vítimas com mensagens que simulam situações emergenciais, o que levou instituições religiosas a emitir comunicados e registrar boletins de ocorrência.
As arquidioceses reforçam que não solicitam doações por aplicativos de mensagem e orientam os fiéis a confirmarem qualquer pedido de transferência por canais oficiais, enquanto as investigações sobre o golpe continuam em andamento.
Arquidioceses de diferentes regiões do país estão em alerta após a identificação de um golpe que tem como alvo fiéis da Igreja Católica. Criminosos passaram a se apresentar como arcebispos em aplicativos de mensagem, principalmente pelo WhatsApp, para solicitar transferências via Pix sob pretexto de urgência. O esquema já levou instituições religiosas a emitir comunicados públicos e registrar boletins de ocorrência.
De acordo com informações divulgadas pelo jornal O Estado de S. Paulo, os golpistas criam perfis falsos utilizando nomes e imagens de religiosos conhecidos. Entre os nomes já utilizados estão os de arcebispos como Paulo Jackson Nóbrega de Sousa, Gregório Ben Lâmed Paixão e Carlos Alberto Breis Pereira. A abordagem costuma ser direta e personalizada, com mensagens que simulam situações emergenciais, como despesas inesperadas, ações sociais ou pedidos de ajuda imediata.
As arquidioceses reforçam que não realizam solicitações de doações por aplicativos de mensagem. Em nota, a Arquidiocese de Maceió classificou a situação como “urgente” e destacou que nem o arcebispo nem a Cúria utilizam canais informais para pedir valores. A Arquidiocese de Fortaleza também tratou o caso como fraude, enquanto a Arquidiocese de Olinda e Recife orientou os fiéis a desconsiderarem qualquer contato desse tipo e buscarem apenas os meios oficiais de comunicação.
O golpe segue um padrão já conhecido por especialistas em segurança digital. Entre os principais sinais estão o uso de identidade visual semelhante à oficial da Igreja, linguagem que transmite urgência, solicitação de pagamento via Pix e indicação de contas em nome de terceiros ou pessoas físicas. A recomendação é que qualquer pedido de transferência seja previamente confirmado com a instituição por canais oficiais.
O caso ganhou repercussão nacional e também foi abordado por veículos ligados ao Vaticano, como o Vatican News. Diante da gravidade, autoridades e especialistas alertam para a necessidade de atenção redobrada. Em situações de fraude envolvendo Pix, a orientação é acionar imediatamente o banco para tentar bloquear a transação por meio do Mecanismo Especial de Devolução, criado pelo Banco Central. No entanto, a recuperação dos valores depende da existência de saldo na conta de destino, o que nem sempre ocorre, já que os criminosos costumam movimentar rapidamente o dinheiro.
As investigações seguem em andamento, enquanto instituições religiosas intensificam os alertas para evitar novas vítimas.
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