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[VÍDEO] Após derrubada de veto no Congresso, Flávio Bolsonaro visita o pai e projeta redução de pena

Flávio Bolsonaro expressa apoio ao pai e critica a judicialização, chamando a condenação de perseguição política.  |  Foto: GettyImages

Publicado em 03/05/2026, às 11h04   Foto: GettyImages   Ranyere Fonseca

O cenário político nacional ganhou novos capítulos neste fim de semana após a decisão do Congresso Nacional de derrubar o veto presidencial ao projeto de lei que altera a dosimetria de penas para crimes contra o Estado Democrático de Direito. A medida, aprovada na última quinta-feira (30), beneficia diretamente o ex-presidente Jair Bolsonaro e outros 280 condenados pelos eventos de 8 de janeiro de 2023.

Em vídeo publicado em suas redes sociais, o senador Flávio Bolsonaro (PL) comentou a visita que fez ao pai, que atualmente cumpre prisão domiciliar. Na gravação, o parlamentar, que também atua na defesa jurídica do ex-presidente, criticou as decisões judiciais da "mais alta corte" e classificou a condenação como uma "perseguição com base em interesse pessoal".

"Cada escândalo que sai, as pessoas percebem que a decisão tomada contra ele foi uma perseguição. Meu pai tem a convicção de que a gente vai conseguir mudar esse país", afirmou o senador, que reforçou sua intenção de disputar a presidência nas eleições de outubro deste ano.

Entenda a nova lei e o impacto na pena

A legislação aprovada pelo Congresso modifica a forma como as penas são somadas. Anteriormente, Jair Bolsonaro havia sido condenado a 27 anos e três meses de prisão. Com a nova regra, em casos de condenação por "atentado ao estado democrático de direito" e "golpe de estado" simultaneamente, a pena deve ser baseada apenas na condenação mais alta, em vez da soma das duas.

Especialistas jurídicos avaliam que essa mudança pode gerar uma redução drástica, retirando cerca de 20 anos da sentença total do ex-presidente. A medida também alcança outros nomes envolvidos nos processos do 8 de janeiro que receberam penas superiores a 14 anos.

Reações e próximos passos

A derrubada do veto é vista como uma derrota política para o governo Lula. O líder do Partido dos Trabalhadores na Câmara, Pedro Uczai, anunciou que o partido deve recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF) para questionar a constitucionalidade da nova lei. "Este é um dia de infâmia", declarou o deputado aliado do governo, Lindberg Farias.

Por outro lado, a oposição celebra a medida como um "primeiro passo" em direção a uma anistia total. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, sinalizou que a aplicação da lei deve ser criteriosa, mas o desfecho final agora depende da interpretação do Judiciário diante dos novos recursos que serão apresentados pelas defesas.

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