Política
Publicado em 06/04/2026, às 16h54 Reprodução: Internet Jussier Lucas
O Banco Central classificou como secretos os documentos relacionados à liquidação extrajudicial do Banco Master e determinou sigilo de oito anos sobre os processos.
A decisão foi assinada pelo presidente da autarquia, Gabriel Galípolo, em novembro de 2025, e estabelece que os arquivos permaneçam restritos até novembro de 2033.
A informação veio à tona após um pedido via Lei de Acesso à Informação (LAI), feito pela CNN Brasil.
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Segundo o Banco Central, a divulgação dos documentos poderia comprometer o “interesse público na preservação da estabilidade financeira, econômica e monetária do país”.
A autarquia também argumenta que os arquivos contêm informações sensíveis, que podem impactar atividades de inteligência, além de investigações e processos de fiscalização ainda em andamento.
De acordo com o órgão, a exposição irrestrita do material poderia prejudicar ações de prevenção e repressão de infrações no sistema financeiro.
A decisão, no entanto, passou a ser questionada. O Tribunal de Contas da União acionou o Banco Central para esclarecer quais partes do processo realmente precisam permanecer sob sigilo.
O pedido foi feito pelo ministro Jhonatan de Jesus, que solicitou detalhamento sobre a necessidade de restrição total ou parcial dos documentos.
A liquidação do Banco Master foi decretada em novembro de 2025, após a identificação de uma grave crise de liquidez e de violações às normas do Sistema Financeiro Nacional.
Além do Banco Master S/A, também foram atingidas outras instituições do conglomerado, como o Banco Master de Investimento, o Letsbank e a corretora do grupo.