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Política

Seca avança, RN entra em alerta máximo e deputado cobra reação imediata do poder público

O deputado Hermano Morais usou a tribuna da ALRN para alertar sobre a grave situação da seca que afeta o estado e seus habitantes  |  Reprodução/Assessoria ALRN

Publicado em 04/02/2026, às 14h47   Reprodução/Assessoria ALRN   Giovana Gurgel

O deputado Hermano Morais, do Partido Verde (PV), foi o terceiro orador inscrito na sessão plenária desta quarta-feira (4) na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte (ALRN) e utilizou a tribuna para alertar sobre o avanço da seca no Rio Grande do Norte.

O parlamentar classificou o cenário como um dos mais graves dos últimos anos e afirmou que a situação exige medidas urgentes e concretas para socorrer o homem e a mulher do campo.

Durante o pronunciamento, Hermano Morais destacou que a estiagem já levou 127 municípios potiguares a decretarem situação de emergência, o equivalente a cerca de 76% do território estadual.

Segundo ele, o Rio Grande do Norte lidera o ranking de municípios afetados no Nordeste e ocupa a segunda posição no país, ficando atrás apenas de Minas Gerais.

O deputado também chamou atenção para a gravidade do quadro climático apontado por órgãos oficiais. De acordo com informações da Defesa Civil Nacional, a seca é classificada em níveis que variam de fraca a extrema, e, conforme dados da Agência Nacional de Águas, a seca extrema tem avançado de forma acelerada no estado.

Reservatórios pressionados e prejuízo no campo

Hermano Morais informou que, em novembro do ano passado, a seca extrema atingia 19% do território potiguar e, em setembro, esse percentual já havia chegado a 47%, com tendência de crescimento no início de fevereiro, especialmente nas regiões do Seridó e do Alto Oeste. Atualmente, 30 municípios enfrentam seca extrema e outros 58 convivem com seca grave.

O parlamentar ressaltou ainda que o problema se espalha por todas as regiões do Rio Grande do Norte, compromete a safra agrícola e pressiona os reservatórios hídricos, que operam com apenas 36% da capacidade total.

Para ele, o cenário reforça a necessidade de uma resposta mais rápida e eficiente do poder público para reduzir os impactos sociais e econômicos provocados pela estiagem.

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