Política
Publicado em 04/11/2026, às 16h54 Thales Marques/PL Jussier Lucas
O senador potiguar Rogério Marinho (PL-RN) teve sua candidatura à presidência do Senado Federal oficializada pelo Partido Liberal nesta quarta-feira (4), durante uma reunião em Brasília que contou com a presença de 33 parlamentares de quatro legendas. Ao apresentar seu projeto, o parlamentar colocou a independência do Congresso e a recuperação das prerrogativas do Legislativo entre as principais bandeiras da disputa.
O encontro reuniu representantes do PL, PP, Republicanos e Novo, além de lideranças políticas. Marinho afirmou que sua candidatura não representa uma tentativa de promover um terceiro turno das eleições presidenciais, mas uma proposta de reposicionamento institucional do Senado diante dos demais Poderes.
Em discurso, o senador defendeu que a Casa volte a exercer plenamente suas funções constitucionais, com autonomia para fiscalizar, revisar propostas e deliberar sobre temas de interesse nacional. Ele também criticou o que classificou como enfraquecimento do Legislativo diante de interferências externas e pressões sobre parlamentares.
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Marinho afirmou que a presidência do Senado deve assegurar condições para que os integrantes do Congresso exerçam seus mandatos sem constrangimentos. Ao abordar a inviolabilidade parlamentar, disse que a garantia constitucional protege os representantes eleitos contra perseguições, pressões e tentativas de interferência.
O senador também foi questionado sobre a possibilidade de defender o impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Ele negou que o tema seja o eixo de sua candidatura, mas ressaltou que o Senado deve preservar suas competências constitucionais, inclusive a análise de eventuais crimes de responsabilidade.
Outro ponto mencionado foi a tramitação de projetos legislativos. Marinho defendeu que propostas, entre elas a anistia relacionada aos atos de 8 de janeiro de 2023, sejam submetidas à votação dos parlamentares, sem imposições ou pressões externas. Segundo ele, a decisão deve caber à maioria da Casa.
Apesar das críticas ao governo federal, o senador afirmou que, caso eleito, não pretende paralisar a administração ou impedir a aprovação de matérias de interesse da população. Ele disse que projetos considerados importantes para o país poderão receber seu apoio, enquanto o Senado manteria as funções de fiscalização e controle das ações do Executivo.
A reunião também serviu para demonstrar a articulação política em torno da candidatura. Marinho afirmou que o grupo trabalha com a expectativa de reunir mais de 40 votos, número próximo da maioria necessária para conquistar a presidência do Senado.
O parlamentar citou o diálogo com a senadora Tereza Cristina (PP-MS), que também é apontada como possível candidata ao comando da Casa. Segundo Marinho, os dois compartilham bandeiras e deverão buscar uma convergência durante as articulações.
Entre as propostas apresentadas está a adoção do voto aberto na eleição da Mesa Diretora, sob o argumento de ampliar a transparência do processo. Ele também prometeu respeitar a proporcionalidade partidária e garantir espaço à oposição e aos parlamentares que tenham posições divergentes.
A eleição para a presidência do Senado está prevista para 1º de fevereiro de 2027. Marinho afirmou que sua candidatura pretende defender a autonomia do Congresso e a legitimidade dos mandatos parlamentares.