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Política

Rogério Marinho leva disputa sobre PEC à AGU e acusa aliados de Lula de espalharem informações falsas

Líder da oposição pede investigação sobre declarações distorcidas da base do governo sobre a PEC da Jornada Flexível  |  Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

Publicado em 09/06/2026, às 15h24   Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado   Giovana Gurgel

O senador Rogério Marinho (PL-RN), líder da oposição no Senado Federal, acionou a Advocacia-Geral da União (AGU) nesta segunda-feira (8) para pedir a apuração de suposta disseminação de informações falsas sobre a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 12/2026, conhecida como PEC da Jornada Flexível.

A representação também foi encaminhada à Procuradoria Nacional de Defesa da Democracia (PNDD) e cita declarações de integrantes da base do presidente Lula sobre o conteúdo da proposta.

Entre os mencionados no documento estão o ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos, os deputados federais Rogério Correia (PT-MG), Alencar Santana (PT-SP), Érika Hilton (PSOL-SP) e Lindbergh Farias (PT-RJ), além do senador Fabiano Contarato (PT-ES). Segundo Marinho, as manifestações atribuídas aos parlamentares e ao ministro apresentam interpretações que não correspondem ao texto da proposta em tramitação.

De acordo com o senador, a PEC amplia a liberdade de negociação entre empregados e empregadores por meio de um modelo baseado em horas trabalhadas, mantendo as garantias previstas no artigo 7º da Constituição Federal.

Oposição contesta críticas à proposta

Na representação, Rogério Marinho afirma que os opositores da proposta associaram a PEC à criação de uma suposta escala de trabalho 7x0, ao fim da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e à retirada de direitos trabalhistas. Para o parlamentar, essas interpretações configuram desinformação sobre uma política pública em debate no Congresso Nacional.

O líder da oposição sustenta que as declarações podem prejudicar a discussão pública sobre um tema que afeta trabalhadores, empregadores e a atividade econômica. Segundo ele, as manifestações citadas no documento distorcem o conteúdo da proposta e dificultam a compreensão da matéria pela população.

Diante disso, o senador solicita que a AGU avalie possíveis ilícitos relacionados à divulgação das informações e analise a adoção de medidas administrativas e judiciais cabíveis.

Debate sobre impactos econômicos

No documento encaminhado ao governo federal, Rogério Marinho também defende a ampliação do debate sobre a prevalência do negociado sobre o legislado nas relações de trabalho. O parlamentar argumenta que o tema exige discussão ampla e baseada no conteúdo efetivo da proposta.

Em um dos trechos da representação, o senador afirma que a disseminação de informações incorretas pode impedir a análise de aspectos que considera relevantes para a economia. Entre os pontos citados estão os impactos sobre pequenos negócios, o mercado de trabalho e os custos de bens e serviços.

“A propagação de falsidades nesse tema pode interditar o debate e esconder pontos que sequer foram debatidos na Câmara dos Deputados: pequenos negócios ficarão inviabilizados, forçando-os a fechar as portas ao longo de 52 ‘novos feriados’; 40% da força de trabalho atual está na informalidade; bens e serviços ficarão mais caros”, afirma o parlamentar no documento.

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