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Política

Protesto contra prisão de Maduro reúne manifestantes em frente ao Midway Mall

Estudantes e movimentos populares se reúnem em Natal para protestar contra a prisão de Maduro e a política dos EUA na América Latina  |  Reprodução: Instagram

Publicado em 05/01/2026, às 17h37   Reprodução: Instagram   Jussier Lucas

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Nesta segunda-feira (5), grupos ligados à esquerda realizam um protesto em frente ao Midway Mall, na Zona Sul de Natal (RN), contra o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e a prisão do líder venezuelano Nicolás Maduro.

A mobilização começou por volta das 15h30, com a presença de estudantes, movimentos populares e apoiadores que defendem a “soberania dos povos” e criticam a ação norte-americana contra o governo venezuelano.

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Segundo os organizadores, o ato faz parte de uma rede de protestos que ocorrem também em Mossoró (Oeste potiguar), marcados para o fim da tarde desta segunda.

Entre as entidades participantes estão o Movimento Olga, a Correnteza Potiguar, o Movimento Luta de Classes e a Unidade Popular RN, que convocaram militantes e simpatizantes a se posicionarem contra o que consideram interferência dos Estados Unidos em assuntos de países latino-americanos.

O slogan do protesto em Natal — “Fora Trump da Venezuela e da América Latina” — também estampa cartazes e faixas carregadas pelos manifestantes, que denunciam o que chamam de “imperialismo” e “atentado à soberania venezuelana”.

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Repercussão internacional e contexto atual

A manifestação ocorre em meio a reações globais à prisão de Nicolás Maduro pelos Estados Unidos, que foi capturado em uma operação militar dos EUA na Venezuela no último fim de semana e levado para Nova York, onde enfrenta acusações criminais, incluindo narcoterrorismo, tráfico de drogas e crimes com armas, segundo reportagens internacionais.

Maduro e sua esposa, Cilia Flores, chegaram a um tribunal federal em Manhattan nesta segunda-feira, quando pleitearam inocência perante as acusações e disseram que sua detenção foi ilegítima e politicamente motivada.

A captura de Maduro gerou reações diversas ao redor do mundo: enquanto líderes e governos aliados à venezuelana maioria criticam a ação como violação de soberania, outros apoiam a ideia de responsabilização por crimes graves. A Suíça, por exemplo, anunciou o congelamento de bens ligados a Maduro e associados após sua prisão pelos EUA.

No cenário interno venezuelano, o governo empossou a vice-presidente do país, Delcy Rodríguez, como presidente interina e determinou a busca de apoiadores da operação militar norte-americana, intensificando ainda mais a crise política e social no país vizinho.

De volta ao protesto em Natal, os manifestantes criticam a atuação dos EUA e afirmam que a prisão de Maduro representa “um ataque à soberania dos povos da América Latina”, pedindo solidariedade internacional e o fim de intervenções estrangeiras na região.

O ato segue em andamento na tarde desta segunda-feira, com discursos, faixas e presença contínua de participantes, além do acompanhamento de policiais militares para garantir a segurança do local.

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