Política
Publicado em 09/01/2026, às 12h23 JUCA VARELLA/ESTADÃO CONTEÚDO Giovana Gurgel
O filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, voltou ao centro das atenções da Polícia Federal (PF) após a divulgação de informações que o citam em um suposto esquema de descontos ilegais em benefícios previdenciários.
O movimento partiu do advogado Marco Aurélio Carvalho, amigo próximo de Lulinha e coordenador do Grupo Prerrogativas, que procurou o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, para solicitar a apuração de um possível vazamento de dados sigilosos relacionados ao caso.
O encontro ocorreu de forma reservada nesta quinta-feira (8), durante um evento do governo federal em memória aos ataques de 8 de janeiro de 2023, conforme revelou o SBT News.
Segundo Carvalho, a Polícia Federal precisa identificar quem divulgou informações que levantam suspeitas sobre o envolvimento de Lulinha no esquema de descontos irregulares em aposentadorias e pensões do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
Andrei Rodrigues afirmou que, caso surjam indícios concretos, os responsáveis pelo vazamento serão investigados e punidos, mas evitou falar com a imprensa após o encontro.
Paralelamente, a apuração também avalia uma possível ligação entre Lulinha e o empresário Antônio Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, apontado como líder de um esquema milionário de fraudes contra beneficiários previdenciários.
O nome de Lulinha apareceu em diálogos e documentos apreendidos durante operações de busca, incluindo materiais relacionados à empresária Roberta Luchsinger, amiga pessoal de Fábio Luís, segundo fontes ligadas à investigação, que ainda está em fase inicial.
Antônio Camilo Antunes está preso desde setembro, enquanto o caso segue produzindo desdobramentos políticos. A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito do Instituto Nacional do Seguro Social (CPMI do INSS) chegou a tentar convocar Lulinha para prestar esclarecimentos.
O pedido, no entanto, foi barrado, mas pode retornar à pauta após o recesso parlamentar, o que mantém o filho do presidente sob pressão e novamente no foco das investigações.
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