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Política

Pacote bilionário do governo Lula promete aquecer economia e atingir milhões de brasileiros; veja o que muda

O governo Lula implementa medidas que podem injetar R$ 140 bilhões na economia, incluindo isenção de Imposto de Renda e programas sociais  |  Reprodução: SEAUD/PR

Publicado em 11/05/2026, às 16h14   Reprodução: SEAUD/PR   Jussier Lucas

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva já colocou em prática um conjunto de medidas econômicas que, segundo estimativa do banco BTG Pactual, pode injetar cerca de R$ 140 bilhões na economia brasileira entre 2025 e 2026. O pacote reúne ações tributárias, programas de crédito e iniciativas sociais voltadas ao aumento do consumo e da renda da população.

Entre as principais medidas estão a ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda para trabalhadores que recebem até R$ 5 mil mensais, novas linhas de crédito para o setor privado, caminhoneiros e habitação popular, além de programas sociais voltados à redução dos custos com energia elétrica e gás de cozinha.

De acordo com o levantamento, o governo tem apostado em políticas consideradas parafiscais, que estimulam a circulação de recursos na economia sem impacto direto imediato nas despesas primárias do Orçamento Federal.

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Pacote inclui crédito, habitação e programas sociais

A medida de maior impacto financeiro é a nova faixa de isenção do Imposto de Renda, que deve liberar aproximadamente R$ 31 bilhões para o consumo das famílias. O custo da medida foi compensado com aumento da tributação sobre contribuintes de renda mais elevada.

O pacote também contempla programas de incentivo ao crédito. Entre eles está o Move Brasil, voltado ao financiamento de caminhões, ônibus e implementos rodoviários, com previsão de movimentar cerca de R$ 29,7 bilhões. Já o consignado para trabalhadores do setor privado tem potencial estimado em R$ 24 bilhões.

Outras iniciativas incluem o novo modelo de crédito imobiliário, estimado em R$ 22,3 bilhões, além do programa Reforma Casa Brasil, com impacto previsto de R$ 12,9 bilhões, e a ampliação das faixas 3 e 4 do Minha Casa, Minha Vida, que pode movimentar mais R$ 6,5 bilhões.

Na área social, o governo federal lançou os programas Luz do Povo e Gás do Povo, direcionados a famílias de baixa renda inscritas no Cadastro Único. As ações buscam reduzir gastos básicos da população com energia elétrica e gás de cozinha.

Segundo o economista Fábio Serrano, do BTG Pactual, o conjunto das medidas contribui para manter a atividade econômica aquecida, embora também pressione a inflação de serviços. O banco revisou a projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) deste ano de 1,7% para 1,9%.

O levantamento também aponta que a única medida considerada contracionista até agora foi a restrição às regras do saque-aniversário do FGTS, que deve retirar cerca de R$ 12,5 bilhões da circulação econômica.

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