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Política

Nikolas desafia Hugo Motta e ameaça abrir mão de cargo estratégico para barrar reeleição na Câmara

PL ainda avalia nomes como Luiz Philippe e Sóstenes para uma possível candidatura à presidência. Nikolas Ferreira critica alinhamento de Hugo Motta  |  Edilson Rodrigues/Agência Senado

Publicado em 04/11/2026, às 12h35   Edilson Rodrigues/Agência Senado   Giovana Gurgel

O deputado federal Nikolas Ferreira (PL) afirmou que prefere abrir mão de uma possível indicação para presidir a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) a apoiar a reeleição de Hugo Motta (Republicanos) à presidência da Câmara dos Deputados. O parlamentar defende que o Partido Liberal lance candidatura própria para disputar o comando da Casa em fevereiro de 2027 e rejeita uma aliança com o atual presidente.

A declaração foi feita nesta terça-feira (3), após uma reunião na sede nacional do PL, em Brasília. O encontro reuniu parlamentares e o presidente nacional da legenda, Valdemar Costa Neto, para discutir as estratégias do partido nas eleições para as presidências da Câmara e do Senado.

Cotado para assumir a CCJ, Nikolas afirmou que a coerência política deve prevalecer sobre a possibilidade de ocupar um dos postos mais importantes do Legislativo.

“Entre a presidência da CCJ e entre manter a coerência, eu prefiro abrir mão da CCJ”, declarou.

Oposição à reeleição de Motta

Um dos principais motivos apontados pelo deputado para rejeitar o apoio a Hugo Motta é o posicionamento do presidente da Câmara em relação à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Na avaliação de Nikolas, esse alinhamento representa uma razão para o PL evitar qualquer composição política em torno da permanência de Motta no cargo.

Apesar das divergências, o parlamentar afirmou que pretende manter o relacionamento institucional com o presidente da Câmara e não descarta conversas entre os dois.

“Converso com o Hugo de forma institucional, irei conversar com ele, inclusive, mas eu acredito que nesse momento agora, esse recado para as pessoas é muito importante”, afirmou.

Nikolas também demonstrou pouca confiança na possibilidade de conseguir um acordo que lhe garantisse a presidência da CCJ. Como justificativa, mencionou as dificuldades enfrentadas durante sua passagem pelo comando da Comissão de Educação e as resistências encontradas pela deputada Carolina De Toni (PL) quando presidiu a Comissão de Constituição e Justiça.

PL avalia nomes para disputar a presidência

Ao comentar possíveis alternativas para enfrentar Hugo Motta, Nikolas citou dois integrantes do partido: o deputado Luiz Philippe de Orléans e Bragança (PL) e o líder da bancada na Câmara, Sóstenes Cavalcante (PL).

Os nomes foram apresentados como opções para uma eventual candidatura própria da legenda, mas ainda não existe definição sobre quem receberá o apoio do partido na disputa.

A manifestação de Nikolas também não representa uma renúncia formal a qualquer cargo nem uma indicação oficial para a presidência da CCJ. A decisão sobre a estratégia eleitoral do PL continuará sendo discutida internamente, em meio às articulações para a sucessão no comando da Câmara dos Deputados.

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