Política
O deputado federal Nikolas Ferreira (PL) acusou a prorrogação da votação até as 19h de favorecer o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e colocou em dúvida a justificativa para a medida, anunciada pelo ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), neste domingo (25). O parlamentar, aliado de Flávio Bolsonaro (PL), também sugeriu que os adversários poderiam questionar o resultado eleitoral em caso de derrota.
A decisão de estender o horário foi tomada após relatos de dificuldades no transporte de eleitores em Salvador e São Paulo. A campanha de Lula solicitou a ampliação, enquanto Flávio Bolsonaro também pediu mais tempo para votar em estados afetados por chuvas.
Nikolas comparou a prorrogação ao acréscimo de tempo em uma partida esportiva e argumentou que a medida beneficiaria quem estivesse em desvantagem.
“O único que é beneficiado pela prorrogação, é o time que está perdendo”, declarou o deputado, ao defender sua interpretação sobre os possíveis efeitos da decisão.
Na gravação, o parlamentar alegou que a determinação ocorreu perto do encerramento da votação e questionou como ela poderia ser aplicada em locais onde as urnas já haviam sido fechadas. Zanin, porém, esclareceu que a extensão do horário se aplicava exclusivamente às seções eleitorais que ainda permaneciam abertas.
O Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Norte (TRE-RN) também informou que a medida não reabria seções com votação encerrada. A determinação, portanto, não autorizava eleitores a votar em locais onde o procedimento já havia sido finalizado.
O deputado ainda contestou os relatos de dificuldades no transporte de eleitores em Salvador. Segundo ele, integrantes do PT estariam construindo uma narrativa de impedimento do voto para justificar a prorrogação. Entretanto, Nikolas não apresentou provas para sustentar essa acusação.
Outro ponto levantado pelo parlamentar foi a possibilidade de os adversários contestarem uma eventual derrota de Lula. Para sustentar sua avaliação, Nikolas mencionou o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT) e a maneira como aliados da petista descrevem o episódio.
Ao defender a candidatura de Flávio Bolsonaro, o deputado também citou pesquisas eleitorais, mas não identificou os levantamentos nem apresentou números que respaldassem sua expectativa. Pesquisas de intenção de voto indicam preferências dos eleitores em determinado momento e não substituem os resultados oficiais da apuração.
“Se a gente ganhar, é o natural, é o normal”, afirmou Nikolas. Na sequência, argumentou que, caso seu grupo perdesse, a extensão do horário poderia ter beneficiado o adversário que, segundo sua interpretação, precisava reverter o cenário eleitoral.
A gravação, contudo, não apresenta dados que demonstrem quantos votos foram registrados durante o período adicional nem comprova que a ampliação tenha alterado o resultado da disputa.
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