☰
✕

Política

Mendonça autoriza transferência de Vorcaro para a PF em meio a possível delação

André Mendonça autoriza a transferência de Daniel Vorcaro para a Superintendência da Polícia Federal em Brasília, após pedido da defesa  |  Reprodução: Secretaria da Administração Penitenciária-SP

Publicado em 19/03/2026, às 20h00   Reprodução: Secretaria da Administração Penitenciária-SP   Jussier Lucas

Ler resumo da notícia

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, autorizou nesta quinta-feira (19) a transferência do empresário Daniel Vorcaro para a carceragem da Superintendência da Polícia Federal, em Brasília.

Vorcaro está preso desde o dia 4 de março na penitenciária federal da capital, considerada de segurança máxima. Com a decisão, ele deixará a unidade e passará a cumprir prisão em um local com estrutura distinta, utilizado em investigações conduzidas pela Polícia Federal.

A mudança atende a um pedido da defesa do empresário, que solicitava a transferência desde a prisão. O caso segue em investigação e envolve desdobramentos que vêm sendo acompanhados de perto por autoridades.

Leia também:

- Moraes exige perícia e trava decisão sobre domiciliar de Bolsonaro

- Lula surpreende e anuncia novo ministro da Fazenda em evento público

- Lula dispara sobre combustíveis caros e aponta culpados; governo prepara cerco eletrônico no transporte

- Por que Fabiana Bolsonaro usa o sobrenome do ex-presidente? Saiba quem é a deputada alvo de denúncia por ‘blackface’

Movimentação ocorre em meio a possível acordo

A autorização ocorre em um momento de articulações nos bastidores envolvendo a possibilidade de colaboração com investigadores. Segundo informações divulgadas pela imprensa, Vorcaro já teria iniciado tratativas para um eventual acordo com a Polícia Federal e a Procuradoria-Geral da República.

Nos últimos dias, a Supremo Tribunal Federal formou maioria para manter a prisão preventiva do empresário. Votaram nesse sentido os ministros Luiz Fux e Kassio Nunes Marques, além do próprio relator do caso.

O ministro Gilmar Mendes ainda não apresentou voto, enquanto Dias Toffoli se declarou suspeito após ser citado em material encaminhado pela Polícia Federal ao Supremo, deixando a relatoria do processo.

De acordo com apurações, o empresário contratou o advogado José de Oliveira Lima, conhecido como Juca, que já atuou em negociações de acordos de colaboração em casos de grande repercussão nacional.

A eventual delação é vista como um fator que pode alterar o rumo das investigações, ampliando o alcance do caso e trazendo novos desdobramentos no cenário político e jurídico.

Classificação Indicativa: Livre


TagsBrasíliaPolícia federalPrisãoSegurançaDefesaSupremo tribunal federalInvestigaçãoProcuradoria-geralAcordoLuiz fuxTransferênciaGilmar mendesDias toffoliAndré mendonçaPenitenciáriaCarceragemjucaDaniel VorcaroKassio nunes marquesJosé de oliveira lima