Política

Lula dispara sobre combustíveis caros e aponta culpados; governo prepara cerco eletrônico no transporte

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Durante evento em Brasília, Lula destacou a influência de fatores internacionais e ações de agentes internos no aumento dos combustíveis  |   BNews RN - Divulgação Foto: Reprodução/CanalGov
Giovana Gurgel

por Giovana Gurgel

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Publicado em 19/03/2026, às 13h13



O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) atribuiu a alta nos preços da gasolina e do diesel à combinação de fatores internacionais e à atuação de agentes internos. A declaração foi feita nesta quarta-feira (18), durante evento em Brasília, em meio ao aumento dos combustíveis no país.

Segundo o presidente, há setores que se aproveitam do cenário para elevar preços. Ele afirmou que, mesmo com medidas adotadas pelo governo, como a isenção de tributos, os reajustes continuam sendo repassados ao consumidor.

Lula citou a retirada de impostos federais e subsídios como tentativas de conter os aumentos, mas criticou o comportamento de parte do mercado, questionando inclusive a elevação do etanol, que não depende diretamente do petróleo.

Conflitos internacionais pressionam preços

Durante o discurso, o presidente relacionou a alta dos combustíveis a tensões geopolíticas e ao impacto global no preço do petróleo. Ele mencionou conflitos envolvendo grandes potências como fator determinante para a disparada dos valores.

Lula também fez críticas à atuação dos países membros permanentes do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU), citando Estados Unidos, Rússia, China, França e Reino Unido, apontando que decisões desses países impactam diretamente a economia global.

Ele ainda fez referência a episódios recentes envolvendo Donald Trump e tensões com o Irã, destacando que conflitos armados elevam o preço do barril de petróleo em todo o mundo.

Governo reage e mira setor de fretes

Em meio à pressão de caminhoneiros, o ministro dos Transportes, Renan Filho, anunciou medidas para reforçar a fiscalização no setor.

A proposta prevê a suspensão do registro de contratação de frete para empresas que descumprirem a legislação vigente, ampliando o controle sobre as operações.

O governo também pretende implementar um sistema de monitoramento eletrônico, desenvolvido em parceria com o Conselho Nacional de Política Fazendária (CONFAZ), para acompanhar em tempo real os fretes realizados no país.

Pandemia e mercado entram na conta

O presidente também citou a pandemia de COVID-19 como um período em que houve distorções de mercado, com agentes econômicos lucrando em meio à crise sanitária.

Para Lula, a combinação de fatores externos, como guerras, e internos, como práticas abusivas, ajuda a explicar a escalada dos preços dos combustíveis no Brasil.

As declarações ocorrem em um momento de atenção do governo sobre o impacto da alta no custo de vida e na cadeia produtiva, especialmente no transporte de cargas e no abastecimento nacional.

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