Política
Publicado em 31/03/2026, às 15h57 Ricardo Stuckert/Divulgação Jussier Lucas
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou, nesta terça-feira (31), que o atual vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) será novamente candidato a vice-presidente na chapa que disputará a reeleição em 2026. A confirmação ocorreu durante reunião ministerial no Palácio do Planalto.
Com a decisão, Alckmin deixará o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC), em cumprimento à legislação eleitoral, que exige que ocupantes de cargos no Executivo se afastem até 4 de abril para concorrer. Lula afirmou que outros ministros também deixarão seus cargos nos próximos dias, somando pelo menos 18 mudanças na Esplanada.
O anúncio reforça a estratégia do governo em manter a estabilidade da gestão enquanto se prepara para o pleito de outubro, garantindo que a continuidade das políticas públicas não seja afetada.
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Além de Alckmin, ministros de diversas pastas deixarão seus cargos para concorrerem a governos estaduais, Senado ou Câmara. Entre eles, estão Fernando Haddad (Fazenda), Rui Costa (Casa Civil), Gleisi Hoffmann (Relações Institucionais) e Simone Tebet (Planejamento). Em alguns ministérios, os secretários-executivos assumirão de forma interina para garantir a continuidade das ações.
Segundo Lula, a medida busca minimizar os impactos das saídas e manter o funcionamento das políticas já em andamento.
“O companheiro Alckmin vai ter que deixar o MDIC porque será candidato a vice-presidente da República outra vez”, afirmou o presidente.
Alguns nomes ainda têm destino indefinido, incluindo Márcio França (Empreendedorismo), Wolney Queiroz (Previdência) e Alexandre Silveira (Minas e Energia), que podem concorrer a cargos legislativos ou permanecer no governo para apoiar a campanha eleitoral.
A lista de saídas demonstra a reorganização estratégica do governo para o período pré-eleitoral, equilibrando a necessidade de gestão com as exigências da legislação eleitoral, sem comprometer a governabilidade.
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