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Política

Lula articula reforma ministerial e negocia apoio no Congresso após reeleição

O presidente Lula inicia a reformulação de sua equipe e busca fortalecer a base parlamentar após a reeleição  |  Foto: Ricardo Stuckert

Publicado em 30/10/2026, às 14h37   Foto: Ricardo Stuckert   Giovana Gurgel

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) começou a reorganizar sua equipe para o quarto mandato e intensificou as negociações políticas com o Congresso Nacional após a reeleição. A reformulação da Esplanada dos Ministérios, mudanças na comunicação do governo e a construção de uma base parlamentar estão entre as prioridades. As primeiras decisões sobre os novos integrantes do governo devem sair na segunda quinzena de novembro.

Na segunda-feira (26), Lula recebeu no Palácio da Alvorada os presidentes da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos), e do Senado Federal, Davi Alcolumbre (União). Durante a reunião, o presidente sinalizou que o governo apoiará a permanência dos dois parlamentares no comando das respectivas Casas.

A movimentação ocorre em meio à preocupação do Palácio do Planalto com a composição do próximo Congresso, que terá maioria conservadora. Lula pretende ampliar o diálogo com deputados e senadores para garantir condições políticas de governabilidade durante os próximos quatro anos.

Articulação política e mudanças na equipe

Além das conversas com os chefes do Legislativo, o presidente iniciou contatos com aliados para definir os espaços que serão ocupados na nova administração. A intenção é contemplar integrantes que tiveram participação importante na campanha eleitoral, além de políticos que não conseguiram se eleger e auxiliares que deixaram de disputar cargos a pedido do próprio Lula.

Na quinta-feira (29), o presidente se reuniu com o deputado federal André Janones (Rede), apontado como um dos nomes que contribuíram para a virada eleitoral no segundo turno. O parlamentar deverá colaborar com a reformulação da comunicação do governo federal, mesmo que não assuma oficialmente uma função na estrutura administrativa.

A comunicação governamental está entre os setores que devem passar por mudanças. Lula considera necessário reorganizar a estratégia de divulgação das ações da gestão e aproveitar a experiência de aliados que atuaram diretamente na campanha pela reeleição.

Agenda reduzida antes de decisões

Na terça-feira (27), Lula participou de uma comemoração pelos seus 81 anos na residência oficial da Presidência da República. Durante o encontro com apoiadores, o presidente também criticou a viagem de Flávio Bolsonaro (PL) aos Estados Unidos, classificando o episódio como uma fuga.

No início da semana, o petista ainda reservou parte da agenda para telefonemas com chefes de Estado e lideranças internacionais que o cumprimentaram pela vitória nas urnas. Paralelamente às articulações políticas, o presidente aproveitou os dias seguintes à campanha para descansar.

A previsão, segundo aliados, é que Lula mantenha uma agenda mais enxuta até o início da próxima semana. Depois desse intervalo, deverá retomar as negociações sobre a formação do ministério e intensificar os preparativos para compromissos internacionais.

Viagem internacional está prevista para novembro

A primeira viagem internacional prevista após a reeleição será para Antália, na Turquia. Lula deverá participar da 31ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP31), programada para os dias 11 e 12 de novembro.

Enquanto prepara a agenda externa, o presidente terá de conciliar a escolha dos novos ministros com as negociações para ampliar sua sustentação política no Congresso. A expectativa é que a segunda quinzena de novembro concentre as primeiras definições sobre os nomes que integrarão o quarto mandato.

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