Política

Lula prepara convite a Trump e Milei para posse e tenta reaproximação com líderes estrangeiros

Foto: Ricardo Stuckert
Lula poderá encontrar Trump e Milei em eventos internacionais em dezembro, como a Cúpula do Mercosul e o G20, para reforçar convites  |   BNews RN - Divulgação Foto: Ricardo Stuckert
Giovana Gurgel

por Giovana Gurgel

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Publicado em 30/10/2026, às 13h24



O presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pretende convidar o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o presidente da Argentina, Javier Milei, para a cerimônia de posse, marcada para 5 de janeiro. A iniciativa busca abrir espaço para uma aproximação diplomática, apesar das divergências políticas entre os governos e da ausência de manifestações dos dois líderes após a vitória eleitoral do petista.

A estratégia de Lula também envolve a retomada das negociações comerciais com os norte-americanos. O governo brasileiro pretende discutir ainda neste ano a redução das tarifas impostas pelos Estados Unidos aos produtos nacionais.

A mudança na data da posse, aprovada pelo Congresso Nacional, foi pensada justamente para facilitar a presença de autoridades internacionais na solenidade e ampliar a participação de representantes estrangeiros.

Encontros podem antecipar convites

Antes da cerimônia de janeiro, Lula poderá ter a oportunidade de conversar pessoalmente com Trump e Milei durante compromissos internacionais previstos para dezembro. Entre eles estão a Cúpula do Mercado Comum do Sul (Mercosul) e o encontro do Grupo dos Vinte (G20).

A expectativa é que esses eventos sirvam para reforçar os convites e abrir espaço para conversas diplomáticas. Até o momento, entretanto, não há confirmação de que os presidentes argentino e norte-americano participarão da solenidade.

No caso de Milei, integrantes do governo brasileiro não trabalham com a perspectiva de uma mudança significativa na relação bilateral. As avaliações consideram também o cenário político argentino, que terá um novo processo eleitoral no próximo ano.

Trump é visto como possibilidade de reaproximação

A avaliação sobre Trump é diferente. Integrantes do governo brasileiro consideram que o presidente norte-americano poderá adotar uma postura mais pragmática após as eleições de meio de mandato nos Estados Unidos, especialmente diante da possibilidade de perder a maioria no Poder Legislativo do país.

Nesse contexto, Lula pretende aproveitar eventuais mudanças no cenário político norte-americano para reconstruir canais de diálogo com Washington, apesar dos desentendimentos registrados entre os dois governos.

Além da questão diplomática, a prioridade brasileira é retomar as conversas sobre as tarifas comerciais aplicadas aos produtos do Brasil. A intenção é buscar uma redução das cobranças e avançar nas negociações econômicas ainda em 2026.

A presença de Trump e Milei na posse de 5 de janeiro, porém, permanece indefinida. Lula pretende formalizar os convites e sinalizar disposição para receber os dois chefes de Estado, mesmo diante das diferenças políticas que marcam as relações entre os países.

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