Política
Publicado em 05/05/2026, às 15h19 Arquivo/Agência Brasil José Nilton Jr.
O Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) deu aval à nomeação de 24.139 servidores públicos federais desde 2023, segundo dados do Painel de Provimento de Pessoal.
A medida faz parte de uma estratégia para recompor o quadro de funcionários do Poder Executivo, após anos consecutivos de redução no número de servidores.
Mesmo com as nomeações recentes, o governo ainda enfrenta um déficit expressivo de profissionais em diversas áreas.
Entre os anos de 2016 e 2022, mais de 70 mil servidores deixaram o serviço público federal, cenário que continuou nos anos seguintes.
De janeiro de 2023 a março de 2026, outras 16 mil saídas foram registradas, ampliando o impacto sobre a capacidade operacional dos órgãos.
Esse esvaziamento gerou dificuldades na execução de políticas públicas e aumentou a necessidade de reposição da força de trabalho.
Com as nomeações realizadas desde 2023, houve um acréscimo de pouco mais de 8 mil servidores no total.
Apesar disso, estimativas do próprio governo apontam que ainda há uma carência de cerca de 62 mil profissionais no Executivo federal.
A recomposição vem sendo conduzida de forma gradual, considerando limitações orçamentárias e prioridades administrativas.
Parte das admissões está vinculada ao Concurso Público Nacional Unificado (CNU), criado para facilitar o ingresso no serviço público.
O modelo permitiu a aplicação de provas em 228 cidades, reduzindo custos para candidatos e descentralizando os processos seletivos.
A iniciativa também busca ampliar a diversidade regional dos aprovados, incluindo participantes de áreas fora dos grandes centros.