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Política

Flávio Bolsonaro pede trégua após Nikolas Ferreira atacar Jair Renan e criticar divisão no PL

A pré-candidatura de Flávio Bolsonaro é desafiada por disputas internas e ataques entre figuras da direita bolsonarista.  |  Foto: Allison Sales/Folhapress

Publicado em 25/04/2026, às 13h14   Foto: Allison Sales/Folhapress   Ranyere Fonseca

A pré-candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República está enfrentando um desafio interno inesperado: a guerra de narrativas entre as principais figuras da direita bolsonarista. Após novos ataques públicos disparados pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) contra Jair Renan Bolsonaro e outros influenciadores do grupo, o senador precisou vir a público nesta sexta-feira (24) para pedir um cessar-fogo entre os aliados.

O conflito, que ganhou corpo nas redes sociais, atingiu um nível pessoal. Nikolas afirmou que a capacidade cognitiva de Jair Renan, somada à de outro aliado, ainda seria inferior à de uma "toupeira cega". A provocação foi uma resposta a críticas recebidas pelo deputado mineiro por sua suposta falta de engajamento na campanha de Flávio, especialmente após Nikolas ter aparecido em vídeo divulgando obras com um governador que apoia o nome de Romeu Zema para o Planalto.

O desabafo de Nikolas

Nikolas Ferreira não se calou diante do apelo de Flávio por unidade. O deputado mineiro afirmou que suporta provocações de um grupo específico dentro do PL há três anos e que seu limite foi atingido. Ele acusou essa ala de "fiscalizar" o engajamento dos aliados e de rotular como "traidor" qualquer parlamentar que não siga a cartilha de postagens imposta pelo círculo próximo ao senador.

"Estão minando a própria base que o seu pai criou", disparou Nikolas em resposta aos questionamentos sobre sua atuação nas redes sociais.

Racha exposto

Este episódio é apenas o reflexo de uma disputa por poder e influência que assola o PL desde que Jair Bolsonaro foi declarado inelegível e, posteriormente, preso. Analistas políticos observam que a "espiral do silêncio" mencionada anteriormente por Eduardo Bolsonaro, que também já criticou duramente o deputado mineiro, reflete uma tentativa do grupo de Flávio de controlar o protagonismo na sucessão presidencial.

Enquanto a direita se divide em cobranças por "porcentagens de engajamento" e trocas de farpas, o comando do partido tenta, sem sucesso, manter a narrativa de unidade para enfrentar o governo Lula nas urnas em 2026. A dúvida que fica para o eleitor conservador é: até onde esse racha pode comprometer a competitividade da chapa de Flávio Bolsonaro?

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TagsFlávio bolsonaroEleições 2026Nikolas ferreira