Política
Publicado em 17/07/2026, às 13h10 Reprodução/Internet Giovana Gurgel
O senador Flávio Bolsonaro (PL), afirmou que a fotografia em que aparece ao lado de Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como "Sicário", seria uma montagem produzida por inteligência artificial (IA). A declaração foi feita durante uma transmissão ao vivo nas redes sociais, na noite de quinta-feira (16), dias após a divulgação da imagem por um portal de notícias.
Segundo o parlamentar, a fotografia apresentaria indícios de manipulação digital. Antes da manifestação pública, a assessoria de Flávio Bolsonaro informou, por meio de nota, que o senador "nunca viu" o homem retratado na imagem e afirmou desconhecer sua identidade, levantando ainda a hipótese de que a foto tivesse sido criada artificialmente.
A imagem foi publicada na quarta-feira (15) pelo site ICL Notícias, que informou ter submetido o arquivo a detectores de inteligência artificial. Posteriormente, o portal G1 também realizou verificações utilizando ferramentas de análise, que apontaram baixa probabilidade de a fotografia ter sido gerada ou alterada por inteligência artificial.
De acordo com o ICL Notícias, a fotografia foi obtida por uma fonte que pediu anonimato e teria sido registrada em 2022, em um hotel localizado na Zona Sul do Rio de Janeiro. O veículo informou que não há detalhes sobre o contexto em que a imagem foi produzida.
O episódio ocorre cerca de dois meses após o vazamento de conversas entre Flávio Bolsonaro e o banqueiro Daniel Vorcaro. Nas mensagens, o senador solicita aproximadamente R$ 134 milhões para financiar o filme Dark Horse, produção baseada na trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Na ocasião, Flávio Bolsonaro confirmou o pedido de recursos e afirmou que se tratava da busca por patrocínio para o projeto cinematográfico. Em entrevista à CNN Brasil, declarou que os valores recebidos foram integralmente destinados ao filme e que o investimento previa retorno financeiro conforme o desempenho comercial da obra. Segundo o senador, a relação com Daniel Vorcaro foi encerrada após o descumprimento de obrigações financeiras.
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Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão foi apontado pela Polícia Federal como integrante de um grupo denominado "A Turma", descrito nas investigações como uma milícia privada supostamente ligada ao banqueiro Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master.
Conhecido pelo apelido de "Sicário", ele foi preso em março de 2026 durante a terceira fase da Operação Compliance Zero, conduzida pela Polícia Federal. Conforme a investigação, Mourão exerceria a coordenação de atividades relacionadas à obtenção de informações, monitoramento de pessoas e levantamento de dados de interesse do grupo.
Ainda segundo a Polícia Federal, o investigado teria realizado consultas indevidas em sistemas restritos de órgãos públicos, incluindo bases utilizadas por instituições de segurança pública e investigação.
As apurações também apontam supostos acessos não autorizados a sistemas da própria Polícia Federal, do Ministério Público Federal (MPF), além de organismos internacionais, como o Federal Bureau of Investigation (FBI) e a Organização Internacional de Polícia Criminal (Interpol). Mourão morreu em março deste ano após atentar contra a própria vida enquanto estava sob custódia da Polícia Federal.
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