Política

Valdemar Costa Neto busca reconciliação entre Michelle e Flávio Bolsonaro para evitar divisão do PL

Foto: Mateus Bonomi/Agif/AFP
A estratégia eleitoral do PL para 2026 depende da união interna e do apoio de Michelle Bolsonaro, segundo Valdemar Costa Neto.  |   BNews RN - Divulgação Foto: Mateus Bonomi/Agif/AFP
Ranyere Fonseca

por Ranyere Fonseca

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Publicado em 12/07/2026, às 11h36



A estratégia eleitoral do PL para 2026 passa, necessariamente, pela pacificação interna. Valdemar Costa Neto, dirigente máximo da sigla, reforçou neste sábado que o apoio de Michelle Bolsonaro é “muito importante” para a viabilidade da pré-candidatura de Flávio Bolsonaro. Em um tom de urgência, Valdemar ressaltou que a legenda não pode permitir divisões, ecoando o discurso de união defendido pelo próprio ex-presidente Jair Bolsonaro em carta lida pelo filho durante pronunciamento.

O cenário de tensão entre Michelle Bolsonaro e o enteado veio a público após críticas da ex-primeira-dama, que chegou a relatar ter sido “maltratada e desrespeitada” pelo senador, motivada por divergências sobre alianças partidárias no Ceará.

Estratégia e o futuro de Jair Bolsonaro

O discurso do presidente do PL não se limitou à disputa eleitoral imediata. Valdemar vinculou diretamente o sucesso de Flávio Bolsonaro ao futuro jurídico do pai, Jair Bolsonaro, condenado pelo envolvimento na trama golpista.

“Se nós perdermos a eleição, Bolsonaro fica mais dez anos preso. Nós não podemos dividir o nosso pessoal”, afirmou Valdemar.

Apesar dos atritos, o dirigente mantém o otimismo quanto a um acerto. “Eu acredito que a Michelle vai se entender ainda porque ela é inteligente, competente, criou uma baita base no Brasil com as mulheres”, declarou, destacando ainda o desejo do partido em tê-la como candidata ao Senado.

Sinais de mudança

O pronunciamento deste último sábado (12) contou com uma carta assinada por Jair Bolsonaro, que, segundo Valdemar, “prestigia muito o Flávio” e reafirma o caminho que o partido deve seguir. Recentemente, Michelle sinalizou a intenção de deixar a presidência do PL Mulher, decisão que foi contornada após diálogos internos.

A expectativa de Valdemar é de que a ex-primeira-dama retome o protagonismo na campanha, dado o seu alto capital político, fundamental para enfrentar uma eleição que o dirigente já classifica como "difícil".

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