Política
Publicado em 20/10/2026, às 19h56 Jussier Lucas/Bnews RN Jussier Lucas
O estudante de Jornalismo Henrique Neiva, do nono período da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), afirmou que sente medo de sair de casa após ser agredido durante um confronto entre grupos políticos no campus central, em Natal. Em entrevista ao BNews RN nesta terça-feira (20), ele relatou os ferimentos e disse que pretende buscar a responsabilização dos envolvidos.
A confusão ocorreu na segunda-feira (19), durante um ato contrário ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que reuniu apoiadores de grupos políticos de direita. A mobilização provocou a reação de estudantes e militantes de esquerda, e o encontro terminou em discussões e agressões físicas.
Henrique contou que foi ao campus para participar de um ato de resistência ao que classificou como intimidações contra estudantes. Segundo ele, o objetivo era defender a universidade pública e reagir às provocações que, em sua avaliação, marcaram a manifestação.
Após as agressões, Henrique registrou um boletim de ocorrência e procurou a Polícia Científica para realizar exame de corpo de delito. Ele também relatou dificuldades para dormir e afirmou que sofreu uma fratura em um dente, além de outras lesões.
“Eu tive danos, eu tive uma fratura aqui no dente direito. Estou com o dente machucado, mas em recuperação”, afirmou. Segundo o estudante, ele está em acompanhamento pela própria universidade.
Henrique disse que tentou intervir ao perceber agressões contra outra pessoa, mas acabou atingido por socos, chutes e golpes com um capacete. O estudante também afirmou que algumas pessoas envolvidas já teriam sido identificadas, mas não detalhou os nomes durante a entrevista.
Além dos ferimentos, Henrique relatou preocupação com mensagens que, segundo ele, circularam em grupos de WhatsApp após o confronto. De acordo com o estudante, participantes teriam feito comentários sobre a agressão e indicado que poderiam retornar à universidade.
“Dá medo de sair de casa”, declarou. Ele afirmou que pretende buscar as medidas legais cabíveis e espera que as autoridades investiguem o caso.
“Eu espero que a polícia cumpra o seu papel nesse caso, que a Justiça seja feita, porque a gente não pode aceitar que a universidade seja palco para esse tipo de violência”, disse.
A administração da UFRN repudiou os episódios registrados no campus e informou que adotará medidas administrativas e judiciais para apurar os fatos e responsabilizar os envolvidos. Até o momento, não há, nas informações fornecidas para esta reportagem, confirmação oficial sobre a identificação dos suspeitos ou o andamento da investigação.
Leia também: