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Política

Encomenda misteriosa explode no caso INSS e Lulinha corre para negar ligação

Após revelações sobre entrega em apartamento, Lulinha afirma desconhecimento e nega qualquer ligação com o caso  |  Reprodução/Portal 96 FM

Publicado em 08/01/2026, às 15h15   Reprodução/Portal 96 FM   Giovana Gurgel

Após a revelação de que o Careca do INSS mandou entregar uma encomenda em um apartamento alugado por Lulinha, em Moema, bairro nobre de São Paulo, o filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que não sabia de nada e negou qualquer envolvimento com o material.

A negativa foi feita por meio de advogado, que declarou que Lulinha desconhece completamente a entrega e ressaltou que ele não era o destinatário da encomenda. A defesa sustenta que não há vínculo entre o filho do presidente e o lobista investigado.

As informações vieram à tona a partir de mensagens obtidas pela Polícia Federal (PF), que indicam que, em outubro de 2024, o Careca do INSS orientou um funcionário a entregar um suposto “medicamento” no endereço do imóvel.

Mensagens, imóvel e personagens antigos

De acordo com os dados da investigação, o destinatário indicado na entrega seria Renata Moreira, esposa de Lulinha. O apartamento, no entanto, pertence formalmente a Jonas Suassuna, ex-sócio do filho de Lula e figura conhecida de investigações anteriores envolvendo o entorno do petista.

A Polícia Federal apura se Lulinha atuaria como sócio oculto do Careca do INSS, apontado como operador de um esquema milionário de fraudes na Previdência Social. A suspeita é uma das frentes mais sensíveis do inquérito.

Entre os elementos analisados estão transferências que somam R$ 1,5 milhão para uma empresária amiga do casal, com referência a recursos destinados ao “filho do rapaz”, além de menções diretas ao nome de Lulinha em materiais apreendidos.

Defesa reage e caso chega ao STF

A defesa classificou as suspeitas como um “esforço pirotécnico” para tentar envolver o filho do presidente e afirmou que não existe qualquer relação comercial ou financeira entre Lulinha e o lobista investigado.

A própria PF informou ao Supremo Tribunal Federal (STF) que, até o momento, não há prova direta que incrimine Lulinha. Ainda assim, o avanço das apurações mantém o caso sob forte atenção pública.

Mesmo sem indiciamento formal, o episódio recoloca a família Lula no centro de uma investigação de grande impacto político, inserida no escândalo de fraudes no INSS, que causou prejuízos a aposentados e pensionistas em todo o país.

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