Política
Publicado em 25/03/2026, às 13h25 Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil Giovana Gurgel
Em meio à disparada no preço do diesel e ao risco de paralisação em todo o país, o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, se reúne nesta quarta-feira (25) com representantes dos caminhoneiros no Palácio do Planalto.
O encontro ocorre após a categoria ter adiado uma greve nacional na semana passada, diante de negociações com o governo federal. A nova rodada de diálogo busca evitar uma paralisação que pode impactar diretamente o abastecimento e a economia.
A pressão dos caminhoneiros cresce em meio ao aumento dos combustíveis, influenciado pela instabilidade internacional e pela valorização do petróleo no mercado global.
Entre as principais reivindicações está o controle do preço do diesel, com atuação mais rigorosa de órgãos como a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP); o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP).
Os caminhoneiros também defendem a criação de um teto emergencial para o combustível, além da reestatização da Petrobras como alternativa para conter a volatilidade dos preços.
Outra proposta apresentada é a isenção de pedágio para caminhões vazios em momentos de crise, com identificação por meio da suspensão dos eixos dos veículos.
Apesar de ações já adotadas pelo governo, como a desoneração do Programa de Integração Social e da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (PIS/Cofins), o impacto é considerado insuficiente pelos trabalhadores.
A redução estimada de cerca de R$ 0,32 por litro não foi suficiente para compensar as recentes altas, o que mantém o clima de insatisfação.
Na última sexta-feira (20), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu a criação de um estoque regulador de petróleo e a recompra da Refinaria Landulpho Alves, na Bahia, como alternativas para estabilizar os preços.
O cenário de pressão é agravado pela crise no Oriente Médio, que tem elevado o valor do petróleo no mercado internacional e impactado diretamente o custo dos combustíveis no Brasil.
Dados da ANP apontam que o diesel subiu 11,8% na segunda semana de março, enquanto a gasolina registrou alta de 2,5%.
Diante das suspeitas de abusos, a Polícia Federal (PF) abriu inquérito para investigar possíveis irregularidades na formação dos preços, enquanto operações de fiscalização foram intensificadas em diversos estados.
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