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Política

"Começar o ano com o pé direito"; supertição entra na guerra política; Fernanda Torres sugere "entrar com os dois pés" e Eduardo Bolsonaro faz vídeo de protesto contra símbolo nacional

Após a atriz sugerir supertição de 'começar com os dois pés', internautas interpretam a mensagem como uma manifestação política, gerando boicote  |  Reprodução/Internet

Publicado em 22/12/2025, às 07h44   Reprodução/Internet   Dani Oliveira

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Uma campanha publicitária da Havaianas, estrelada pela atriz Fernanda Torres, se transformou em um dos assuntos mais comentados das redes sociais nos últimos dias, após internautas associarem o conteúdo do vídeo a um suposto posicionamento político. A repercussão culminou em críticas à marca e até em uma campanha de boicote.

A peça foi divulgada no perfil oficial da Havaianas e também no Instagram da atriz. No vídeo, Fernanda afirma que não deseja que as pessoas “comecem o ano com o pé direito”, frase que, fora do contexto publicitário, passou a ser interpretada por parte do público como uma referência política.

Frase viralizada gerou leituras além do marketing

Na campanha, a atriz ressignifica o conhecido ditado popular ligado à sorte de “começar o ano com o pé direito”. Em tom reflexivo e bem-humorado, Fernanda afirma que sorte não depende da pessoa e defende que o início do ano seja marcado por atitude e entrega total.

Eu não quero que você comece 2026 com o pé direito.
Eu quero que você comece com os dois pés.
Os dois pés na porta, na estrada, na jaca,
onde você quiser. Vai com tudo.”

Apesar da proposta conceitual, o trecho acabou sendo retirado do contexto original e passou a circular como suposta manifestação ideológica, alimentando a polêmica.

Eduardo Bolsonaro reage e incentiva boicote

A controvérsia ganhou ainda mais força após um vídeo publicado pelo ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro, no domingo (21).

Na gravação, ele aparece jogando um par de chinelos da marca no lixo, em protesto contra a campanha.

Eduardo, que atualmente vive nos Estados Unidos e teve o mandato cassado por excesso de faltas na Câmara, afirmou que via a Havaianas como um símbolo nacional e acusou a marca de adotar uma comunicação com viés ideológico.

Segundo ele, a escolha de Fernanda Torres reforçaria um alinhamento político à esquerda.

Comparação com marcas internacionais e polarização

No vídeo, o ex-parlamentar também comparou o episódio ao caso da cerveja Budweiser, alegando que empresas que se “descolam da realidade” acabam enfrentando rejeição do público consumidor.

A fala impulsionou ainda mais o engajamento da publicação e dividiu opiniões entre apoiadores e críticos.

Enquanto um grupo passou a defender boicote à marca, outros usuários reagiram afirmando que a campanha foi interpretada de forma distorcida e que o conteúdo não possui caráter político explícito.

Campanha segue no ar e debate continua

Apesar da reação negativa de parte do público, a campanha da Havaianas segue disponível nas redes sociais e continua gerando alto engajamento.

O caso reacende o debate sobre os limites entre publicidade, interpretação política e polarização nas redes, além do impacto dessas leituras sobre marcas de grande alcance popular.

Até o momento, a Havaianas não anunciou alterações ou retirada da peça publicitária.

Classificação Indicativa: Livre


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