Política
Publicado em 04/01/2026, às 08h23 Foto: Pexels/J.D Books BNews Natal Redação
Reconhecida como aliada do governo da Venezuela, a China pediu a libertação "imediata" do presidente do país, Nicolás Maduro, preso pelo governo dos Estados Unidos sob a acusação de narcoterrorismo e outros crimes. O comunicado foi emitido pela Ministério das Relações Exteriores do País.
Anteriormente, a China já havia classificado a incursão americana no território venezuelano como uma afronta direta a soberania do país, e também afirmou estar "profundamente chocada" com a operação. O governo chinês também se posicionou pedindo a garantia da segurança pessoal de Maduro e Cilia Flores, sua esposa.
Celebrações
Apesar da avaliação negativa por parte de especialistas, através da ótica do Direito Internacional, a incursão que culminou na captura de Maduro foi celebrada por venezuelanos.
Manifestações e comemorações entre venezuelanos que vivem fora do país foram registradas em cidades do Chile, Argentina, Peru, Brasil, Estados Unidos e em diversos países da Europa.
Em praças e avenidas, grupos de pessoas venezuelana se reuniram para celebrar o que consideram o encerramento de um período marcado por autoritarismo, crise econômica e repressão política.
Com bandeiras da Venezuela, palavras de ordem e gritos por liberdade, as mobilizações reuniram famílias inteiras e imigrantes que deixaram o país ao longo da última década. Estimativas apontam que cerca de oito milhões de venezuelanos migraram para o exterior nesse período, em meio ao agravamento da crise interna.
Para muitos participantes, a notícia da captura representa a esperança de mudanças políticas concretas e a possibilidade de retorno ao país de origem após anos de instabilidade. Analistas em relações internacionais avaliam que a mobilização global evidencia o impacto internacional dos acontecimentos na Venezuela, sobretudo em países que receberam grandes fluxos de refugiados e mantêm comunidades venezuelanas fortemente afetadas pelas decisões políticas de Caracas.
No Brasil, também houve manifestações de apoio à captura. Em Campo Grande (MS), venezuelanos se reuniram na manhã deste sábado (3) em frente à Casa de Resgate.
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