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Política

Câmara pode oficializar “bancada cristã” e dar mais poder político a grupos religiosos

Caso a nova medida seja aprovada, a nova bancada irá se somar a outras duas já institucionalizadas: a feminina e a negra  |  O requerimento justifica a proposta como um reconhecimento de uma realidade social já consolidada - Marcelo Casal Jr/Agência Brasil

Publicado em 22/10/2025, às 16h22   O requerimento justifica a proposta como um reconhecimento de uma realidade social já consolidada - Marcelo Casal Jr/Agência Brasil   José Nilton Jr.

Nesta quarta-feira (22), o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), colocou em pauta o pedido de urgência para votação do projeto de resolução que cria de maneira oficial a chamada bancada cristã. Se aprovada, a proposta garantirá assento e voz ativa a parlamentares evangélicos e católicos, integrando-os ao grupo de lideranças com direito a voto nas reuniões da Casa.

Com a medida, o novo bloco irá se juntar a outras duas bancadas já institucionalizadas: a feminina e a negra. O líder do grupo cristão também poderá discursar semanalmente no plenário, durante o período de comunicações de liderança, por até cinco minutos, representando o segmento.

O projeto foi elaborado pelos deputados Gilberto Nascimento (PSD-SP) e Luiz Gastão (PSD-CE), que presidem, respectivamente, as frentes parlamentares evangélica e católica.

Representatividade e influência

De acordo com o o texto apresentado, caberá à nova bancada garantir a participação de seus membros nas atividades e nos órgãos da Câmara dos Deputados. Na prática, isso amplia o espaço de influência política dos grupos religiosos dentro da estrutura formal do Parlamento.

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O requerimento justifica a proposta como um reconhecimento de uma realidade social já consolidada, uma vez que o segmento cristão representa uma parcela expressiva do eleitorado brasileiro e da própria composição da Casa.

Ainda segundo o documento, o objetivo é dar visibilidade e legitimidade institucional às crenças morais e valores defendidos por uma parte significativa da população, promovendo um espaço de representação direta e organizada.

Frentes continuarão ativas

Apesar da nova configuração, o texto assegura que as frentes parlamentares evangélica e católica continuarão existindo e atuando de forma independente. A intenção é que essas frentes mantenham seus trabalhos e colaborações em pautas convergentes, sem perder autonomia.

A proposta será apreciada pelos deputados ainda nesta semana. Se for aprovada, marcará a entrada oficial da religião como força organizada dentro das lideranças políticas formais da Câmara.

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