Política
Publicado em 27/11/2025, às 17h51 Ex-presidente da República Jair Messias Bolsonaro - Pedro Ladeira/Folhapress José Nilton Jr.
Nesta quinta-feira (27), o Partido Liberal (PL) anunciou a suspensão do salário e de todas as atividades partidárias do ex-presidente Jair Bolsonaro. Em comunicado oficial, a sigla afirma que a medida segue determinações legais e decorre da condenação de 27 anos de prisão que resultou na suspensão dos direitos políticos do ex-chefe do Executivo, que ocupava o cargo de presidente de honra do partido.
Logo após confirmar a decisão, o partido destacou que a legislação eleitoral impede a continuidade das funções internas enquanto o processo judicial estiver produzindo efeitos. O anúncio repercutiu imediatamente entre parlamentares e dirigentes do próprio PL.
A legenda afirmou que apenas cumpre o que determina a lei federal 9.096, além de decisões recentes da Justiça Eleitoral que regulamentam a participação de filiados condenados.
Bolsonaro passou a cumprir pena em regime fechado na Superintendência da Polícia Federal em Brasília na última terça-feira (25). Ele já estava sob prisão preventiva desde o sábado (22), quando foi detido em meio às investigações sobre um suposto plano de golpe de Estado no país.
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A sentença totaliza 27 anos e 3 meses de reclusão. O processo foi o motivo central da suspensão de seus direitos políticos, o que automaticamente bloqueou sua permanência em atividades partidárias remuneradas.
Antes das punições, o ex-presidente exercia o título de presidente de honra do PL, função que ocupava desde sua filiação em 2021.
A entrada de Bolsonaro no PL ocorreu após a transformação do PSL, sua antiga sigla, que se fundiu com o Democratas e originou o União Brasil. A mudança foi vista à época como um movimento estratégico para a eleição daquele ano.
Com a decisão judicial e a medida anunciada pelo PL, aliados se dividem entre manifestações públicas de apoio e silêncio estratégico. Dirigentes internos admitem que o afastamento cria um vácuo na estrutura do partido, especialmente entre os filiados que viam Bolsonaro como principal liderança nacional.
O comunicado reforça que o ex-presidente só poderá retomar atividades e remuneração caso os efeitos da decisão no processo penal sejam revertidos.