Política

URGENTE: Prisão de Bolsonaro é mantida após audiência de custódia

Prisão de Bolsonaro é mantida em audiência de custódia
Ex-presidente foi preso preventivamente neste sábado (22), por decisão do STF  |   BNews RN - Divulgação Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

Publicado em 23/11/2025, às 13h14   Leonardo Silva



O ex-presidente Jair Bolsonaro teve a prisão preventiva mantida após audiência de custódia, realizada neste domingo (23), em Brasília. Bolsonaro alegou que a tentativa de romper a tornozeleira eletrônica foi em razão de um surto, causado por medicamentos. 

"Depoente [Bolsonaro] afirmou que estava com 'alucinação' de que tinha alguma escuta na tornozeleira, tentando então abrir a tampa", diz a ata da audiência.

A audiência de custódia é um instrumento legal que serve para o juiz verificar se a prisão foi realizada dentro da legalidade e se houve respeito aos direitos fundamentais do detido. O procedimento é obrigatório, mesmo em prisões ordenadas pela Suprema Corte.

O procedimento terminou por volta das 12h40, horário em que advogados deixaram a Superintendência da PF, em Brasília (DF).

Nesta segunda-feira (24), a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) vai julgar se mantém a decisão de Alexandre Moraes, ou se revoga a prisão do ex-presidente. A sessão virtual que deve acontecer entre 8h e 20h.

Os ministros que compõem o colegiado Flávio Dino (presidente da Turma), Cámen Lúcia e Cristiano Zanin votam, com a exceção de Moraes, já que a decisão foi dele.

Prisão

O ex-presidente Jair Messias Bolsonaro foi preso preventivamente pela Polícia Federal na manhã deste sábado (22) por ter tentando violar a tornozeleira eletrônica. O ex-presidente foi preso por volta das 6h, e o comboio que o conduzia chegou à sede da Polícia Federal às 6h35. Em nota oficial, a PF informou ter cumprido um mandado de prisão preventiva expedido por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF)

Na decisão que motivou a prisão preventiva do ex-presidente, Moraes justifica o rompimento da tornozeleira e a manifestação convocada pelo senador e, também filho de Bolsonaro, Flávio Bolsonaro.

A PF entendeu que o ato colocava em risco a ordem pública e a segurança dos agentes que faziam o monitoramento da prisão domiciliar do ex-presidente.

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