Política
Publicado em 03/03/2026, às 17h24 Vinicius Loures/Câmara dos Deputados José Nilton Jr.
Nesta terça-feira (3), o presidente do Congresso Nacional, senador Davi Alcolumbre, negou recurso apresentado pela bancada governista e manteve o resultado da votação da CPMI do INSS que aprovou a quebra dos sigilos bancário e fiscal de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Lula.
De acordo com Alcolumbre, mesmo que fossem contabilizados os votos dos 14 deputados que se manifestaram contra a medida, o quórum registrado no momento da deliberação era de 31 parlamentares presentes, o que manteria a maioria favorável ao requerimento.
A votação foi conduzida de forma simbólica pelo presidente da comissão, senador Carlos Viana, sem registro nominal dos votos.
A quebra de sigilo foi aprovada na semana passada, mas integrantes da base do governo alegaram suposta irregularidade no procedimento e recorreram ao presidente do Congresso.
Ao analisar o pedido, Alcolumbre afirmou que não cabe interferência da Presidência do Congresso nas decisões internas do colegiado, mantendo o entendimento adotado na sessão.
O presidente ressaltou que o resultado foi proclamado dentro das regras regimentais aplicáveis à comissão.
A comissão apura suspeitas de fraudes e irregularidades no pagamento de benefícios previdenciários e tem prazo até o fim de março para apresentar o relatório final.
O nome de Lulinha foi citado em uma das fases da Operação Sem Desconto como suposto beneficiário do esquema investigado.