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Polícia

Venda clandestina de Mounjaro nas redes sociais vira caso de polícia e expõe risco à saúde no RN

A ação teve como foco um esquema suspeito de comercialização irregular de medicamentos de controle especial, como Mounjaro  |  Reprodução/PCRN

Publicado em 01/04/2026, às 12h39   Reprodução/PCRN   José Nilton Jr.

Na última terça-feira (31), a Polícia Civil do Rio Grande do Norte (PCRN) realizou a Operação Slin, que teve como resultado o cumprimento de cinco mandados de busca e apreensão nas cidades de Assú e Macau, que ficam no interior do estado.

A ação teve como foco um esquema suspeito de comercialização irregular de medicamentos de controle especial, como Mounjaro, conhecido pelo uso associado ao emagrecimento, e Synedica. As investigações indicam que os produtos eram vendidos de forma clandestina, inclusive com fracionamento de doses e armazenamento inadequado.

Produtos encontrados pelos agentes. Foto: Reprodução/PCRN

De acordo com informações da polícia, há indícios de que os investigados utilizavam redes sociais e aplicativos de mensagens para divulgar e negociar os medicamentos, ampliando o alcance da atividade ilegal.

Venda clandestina e risco à saúde

Durante o cumprimento dos mandados nas cidades em questão, os agentes apreenderam materiais que reforçam as suspeitas, como seringas, luvas, recipientes térmicos usados no transporte dos produtos, aparelhos eletrônicos e dinheiro em espécie. Todo o material recolhido será analisado por meio de perícia técnica.

Parte dos produtos encontrados pelos agentes. Foto: Reprodução/PCRN

Os policiais também destacam que o armazenamento inadequado e a manipulação irregular de medicamentos podem comprometer a eficácia dos produtos e representar riscos graves à saúde dos consumidores.

A Polícia Civil alerta que a compra de medicamentos fora dos canais oficiais, especialmente aqueles voltados ao emagrecimento, pode provocar efeitos colaterais severos e até complicações mais graves.

Crimes investigados e continuidade das apurações

Os suspeitos poderão responder por crimes como associação criminosa, falsificação e adulteração de produtos medicinais, além de receptação qualificada, com possibilidade de aplicação cumulativa das penas.

Parte dos produtos encontrados pelos agentes. Foto: Reprodução/PCRN

As investigações seguem em andamento para identificar outros possíveis envolvidos no esquema e dimensionar a extensão da prática ilegal no estado.

A Polícia Civil reforça a importância da colaboração da população, que pode contribuir com informações de forma anônima por meio dos canais oficiais de denúncia.

Classificação Indicativa: Livre


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