Polícia

Fraude online: quadrilha usava shoppings de Natal para aplicar golpes enquanto líder atuava da cadeia

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Após conquistar a confiança dos compradores, os suspeitos orientavam que os produtos fossem entregues em shoppings na capital potiguar  |   BNews RN - Divulgação Reprodução/Olhar Digital
José Nilton Jr.

por José Nilton Jr.

Publicado em 27/03/2026, às 16h13



A Polícia Civil do Rio Grande do Norte (PCRN), em ação conjunta com a Polícia Civil e a Polícia Penal de Pernambuco, executou nesta sexta-feira (27) a “Operação Êxodo 2”, que resultou na prisão de quatro homens suspeitos de envolvimento em fraudes eletrônicas e associação criminosa nas cidades de Caruaru e Limoeiro, em Pernambuco.

As investigações apontam que o grupo atuava principalmente por meio do marketplace do Facebook, onde anunciava falsamente a venda de notebooks e outros eletrônicos para atrair vítimas interessadas em supostas ofertas.

Após conquistar a confiança dos compradores, os suspeitos orientavam que os produtos fossem entregues em um shopping localizado na zona Norte de Natal, etapa fundamental para a concretização do golpe.

Esquema envolvia logística em shoppings e divisão de tarefas

De acordo com a polícia, um integrante da organização era responsável por receber os produtos no ponto de encontro. Em seguida, os itens eram levados para outro membro do grupo em um shopping na zona Sul da capital potiguar, dificultando o rastreamento.

O esquema revelava uma divisão estruturada de funções, com cada participante desempenhando um papel específico na execução das fraudes e na circulação dos produtos obtidos de forma ilícita.

A estratégia logística, utilizando locais movimentados como shoppings, ajudava a dar aparência de normalidade às transações, reduzindo a suspeita das vítimas.

Líder comandava crimes de dentro de presídio

Outro ponto que chamou a atenção dos investigadores foi o fato de que o suposto líder da quadrilha coordenava toda a operação de dentro de uma unidade prisional. Ele seria responsável por recrutar comparsas e orientar a execução dos golpes.

As apurações também indicaram que os presos já possuíam antecedentes por diversos crimes, incluindo homicídio, roubo com arma de fogo, tráfico de drogas, clonagem de cartões, associação criminosa e violência doméstica.

O nome da operação, “Êxodo 2”, faz referência à mudança de atuação dos investigados, que teriam migrado de crimes violentos para fraudes eletrônicas e estelionatos.

Investigações continuam e polícia pede ajuda da população

A Polícia Civil informou que as investigações seguem em andamento com o objetivo de identificar outros envolvidos no esquema criminoso.

A corporação reforça a importância da colaboração da população e orienta que informações que possam contribuir com o caso sejam repassadas de forma anônima por meio do Disque Denúncia 181.

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