Polícia
Publicado em 02/08/2026, às 13h17 Foto: reprodução internet Ranyere Fonseca
Uma tragédia marcou o início de agosto nas instalações da fábrica da Bombril, em São Bernardo do Campo, na Região Metropolitana de São Paulo. Na manhã deste sábado (1º), o operador de empilhadeira terceirizado Claudio Henrique da Silva, de 33 anos, invadiu o local em seu dia de folga e matou a facadas três colegas de trabalho. O agressor foi contido por funcionários, preso pela Polícia Militar e, horas depois, tirou a própria vida dentro da carceragem do 2º Distrito Policial da cidade.
Testemunhas relataram às autoridades que Claudio sofria supostas provocações e bullying constantes por parte dos colegas no ambiente de trabalho. A Polícia Civil investiga essa hipótese para esclarecer as motivações do surto e dos homicídios.
O crime tirou a vida de três homens e pais de família, cujas trajetórias foram interrompidas no local de trabalho:
Douglas de Souza Vieira (39 anos): operador de empilhadeira experiente e torcedor do São Paulo, trabalhava na unidade há anos. Deixa a esposa e dois filhos, de 8 e 11 anos, com quem planejava comprar a casa própria.
José Guilherme Victoriano de Moura (54 anos): conferente, fã de rock e descrito por amigos como alguém sociável, sensível e extremamente protetor da família.
Edvaldo Santos da Silva (44 anos): Supervisor, casado e pai de dois filhos. Segundo testemunhas e apurações policiais, Edvaldo não era alvo inicial do agressor, mas acabou morto ao tentar intervir bravamente para salvar os colegas.
Em nota, a Bombril lamentou profundamente o ocorrido, repudiou o ato de violência e informou que está prestando todo o suporte às famílias atingidas e colaborando com as autoridades. A TPC, empresa terceirizada responsável pela contratação dos funcionários, assumiu responsabilidade sobre o evento, manifestou solidariedade aos familiares e instaurou apuração interna.