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Polícia

Polícia prolonga buscas por corpos em caso de idoso morto por pitbull no RN; entenda

Dona do pitbull que atacou e matou um idoso em Extremoz, a mulher também é investigada por ter assassinado três homens e enterrado os corpos  |  Laís da Cunha Oliveira Galindo, de 23 anos, é a dona do animal que matou o idoso / Foto: Reprodução

Publicado em 12/03/2026, às 16h08   Laís da Cunha Oliveira Galindo, de 23 anos, é a dona do animal que matou o idoso / Foto: Reprodução   Bnews Natal

A Polícia Civil decidiu prolongar as buscas por corpos de possíveis vítimas de Laís da Cunha Oliveira Galindo, de 23 anos. Natural do Rio de Janeiro, ela reside em Extremoz, na Grande Natal, e é dona do pitbull que atacou e matou um idoso de 62 anos.

O caso aconteceu na sexta-feira da semana passada, dia 6. Além de ser suspeita de ter soltado o animal para que atacasse Francisco Paulo da Silva, no momento em que ele fazia um trabalho de limpeza de terreno na casa dela, Laís também é investigada por ter assassinado pelo menos três homens e enterrado os corpos em uma outra residência onde ela morou dois anos atrás, na cidade de Ceará-Mirim, que também fica na região Metropolitana da capital potiguar.

Uma irmã de Laís, que mora fora do estado, foi quem fez as denúncias à polícia. Primeiro ela revelou conversas entre ambas, por meio de mensagens de celular, nas quais levanta a suspeita de que a irmã teria premeditado a morte do idoso. E esta mesma irmã também avisou a polícia da possibilidade de Laís ter matado outros homens e ocultado os cadáveres.

Por isso a Polícia Civil decidiu fazer as buscas nos terrenos. 

Buscas pelos corpos

As buscas pelos eventuais corpos foram iniciadas nesta quinta-feira (12). O trabalho e demorou mais de quatro horas. Primeiro foram feitas buscas no terreno da atual moradia, em Extremoz, onde o cão atacou o idoso. Depois, as equipes foram ao quintal da casa antiga. Porém, neste último imóvel, a quantidade de vegetação no terreno atrapalhou o trabalho dos policiais, que foi realizado com apoio de bombeiros militares e cães farejadores.

As equipes de buscas disseram que será preciso limpar todo a área para que os cães voltem ao local e escavações sejam realizadas. O Corpo de Bombeiros Militar confirmou que os cães farejadores mostraram interesse em alguns pontos do terreno, e que deverão ser feitas buscas minuciosas quando o terreno estiver totalmente limpo, o que deverá acontecer na semana que vem, provavelmente na segunda-feira (16).

Francisco Paulo da Silva

Reviravolta nas investigações e possível caso de racismo 

A morte de Francisco, causada pelo ataque do pitibull, foi inicialmente tratada como um acidente. Porém, uma irmã de Laís enviou à Polícia Civil um vídeo em que a dona do cachorro chama o idoso de "verme". A gravação foi feita ainda antes do cachorro partir para cima do idoso. O animal estava trancado em um dos quartos da casa quando o idoso chegou para fazer a limpeza do terreno. Foi Laís quem o contratou para fazer o serviço de capinagem.

Na delegacia, Laís disse que o pitbull teria se soltado sozinho, atacando o idoso. Porém, a suspeita é de que ela tenha soltado o cão propositalmente, já com a intenção de que o animal atacasse o idoso, o que de fato aconteceu.

"A vítima estava trabalhando. E ela (Laís ) fala: "O verme chegou". Ela foi questionada pela policial militar da ocorrência, mas o relato da policial militar é o de que a questionou do porquê que ela teria chamado a vítima de verme. E ela mencionou que pela cor dele", explicou a delegada adjunta de Extremoz, Anna Beatriz Alves.
Laís só foi presa no domingo (8). Após audiência de custódia, a Justiça manteve a prisão temporária dela, que tem validade inicial de 30 dias.

A investigação agora apura a possibilidade de que o ataque tenha sido provocado de forma intencional, por racismo ou xenofobia (aversão, ódio ou hostilidade direcionados a pessoas de outras nacionalidades, etnias ou regiões, baseando-se em preconceitos sobre sua origem).

A delegada complementa: "Ela falou: 'Ah, mas ele também tava fedendo'. Isso foi relatado pela policial militar que atendeu a ocorrência, e pode ter tido cunho racista, xenofóbico, mas isso também ainda está sob investigação".

Socorro médico com mais de 20 minutos de atraso

A delegada Anna Beatriz Alves disse também que investiga os motivos de uma possível demora da dona do cachorro em acionar o socorro médico.

Há registros no celular que mostram um contato da tutora do pitbull com a irmã informando sobre o ocorrido às 12h08, enquanto a ambulância teria sido chamada somente às 12h29 - ou seja, mais de 20 minutos depois.

"Preliminarmente nós temos os prints de mensagens entre ela e a irmã dela, que é uma pessoa que mora em outro estado, não mora aqui. E, nesses prints, minimamente restou demonstrado que pela troca de mensagens - isso ainda será apurado -, mas ela teria ligado para essa irmã, após a vítima ter sido atacada", explicou a delegada.

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TagsRio grande do norteExtremozAtaqueRacismoXenofobiaPitbull