Polícia
Publicado em 22/05/2026, às 15h28 Reprodução BNews Natal
O Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) obteve a condenação do policial militar Marcos Antonio Lourenço por crimes cometidos na rodovia estadual RN-078, em Patu.
O PM vai ter que cumprir mais de 37 anos de prisão, em regime fechado, após se considerado culpado por desferir disparos de arma de fogo contra quatro pessoas. Uma delas morreu e as demais ficaram feridas.
O crime aconteceu em junho de 2023, quando Marcos Antonio, acompanhado do filho adolescente dele, utilizou um veículo Duster de cor prata para perseguir e atirar nas vítimas que trafegavam em motocicletas.
Na primeira investida, os tiros atingiram letalmente Biratan da Silva, de 42 anos, e lesionaram um jovem de 14 anos. Em seguida, em outro ponto da rodovia, o policial efetuou novos disparos pelas costas contra outros dois homens, que também foram atingidos, mas sobreviveram.
Durante a investigação, o PM tentou sustentar uma versão de legítima defesa, alegando que havia apenas revidado a um ataque anterior. O MPRN demonstrou que o réu inovou de forma artificiosa ao atirar contra o próprio automóvel na tentativa de simular um confronto inexistente e induzir os peritos criminais ao erro.
Laudos periciais balísticos da Polícia Científica comprovaram que os projéteis retirados do corpo da vítima falecida saíram justamente da pistola do policial.
Diante do veredicto do júri popular, a Justiça fixou a pena definitiva do réu em 37 anos e 6 meses de reclusão, além de 3 meses de detenção e 10 dias-multa.
A capitulação incluiu os crimes de homicídio qualificado consumado, três tentativas de homicídio qualificado, corrupção de menores e fraude processual. A Justiça aplicou o concurso material para somar as punições de cada uma das condutas ilícitas praticadas.
O regime inicial determinado para o cumprimento da sanção privativa de liberdade foi o fechado. A Justiça também negou ao sentenciado o direito de recorrer da decisão em liberdade, mantendo a necessidade da custódia cautelar e determinando a imediata execução provisória da pena.
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