Polícia

Ex-vizinho é condenado a mais de 40 anos por matar e estuprar menina de 12 anos no RN; veja detalhes do julgamento

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Alex Moreira da Silva foi condenado a mais de 40 anos de prisão por assassinato e estupro de Maria Fernanda, crime que chocou o RN em 2024  |   BNews RN - Divulgação Reprodução/Internet

Publicado em 22/05/2026, às 10h29   Malu Machado



O Tribunal do Júri da comarca de São Gonçalo do Amarante condenou, na noite desta quinta-feira (21), o pedreiro Alex Moreira da Silva a uma pena de 41 anos e 4 meses de prisão, em regime inicialmente fechado.

Ele era julgado pelo assassinato e estupro da estudante Maria Fernanda da Silva Ramos, de 12 anos, crime que chocou o Rio Grande do Norte no fim de 2024.

O julgamento, realizado no Fórum Desembargador Ivan Meira de Lima, durou horas e mobilizou familiares da vítima, moradores da região e estudantes de Direito.

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O conselho de sentença, formado por quatro homens e três mulheres, acatou integralmente as teses apresentadas pelo Ministério Público. Alex foi condenado por quatro crimes:

  • Feminicídio qualificado
  • Estupro de vulnerável
  • Ocultação de cadáver
  • Fraude processual (pela destruição do veículo utilizado no crime)

Relembre o caso

A tragédia ocorreu em outubro de 2024. Maria Fernanda saiu de sua residência com o uniforme escolar, em direção ao colégio onde estudava, mas nunca chegou a entrar na instituição de ensino.

O sumiço da estudante mobilizou as forças de segurança e as redes sociais em uma busca que durou dias, até que o corpo da menina foi localizado sem vida em uma área da região.

As investigações, comandadas pela Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), rapidamente apontaram para Alex Moreira. Segundo os relatórios policias, o pedreiro e ex-vizinho da família da vítima nutria um interesse obsessivo pela adolescente.

A tese da acusação apontava ainda que, logo após a violência sexual e o homicídio, o acusado ateou fogo no próprio automóvel. Para a polícia, a queima do veículo foi uma tentativa deliberada e desesperada de apagar vestígios biológicos e provas periciais que pudessem ligá-lo diretamente ao sumiço e à morte de Maria Fernanda.

Ele foi preso preventivamente no decorrer das investigações e aguardava o julgamento em regime fechado. Na época, o pedreiro confessou o assassinato, alegando falsamente que havia cometido o crime após um "desentendimento" com a criança.

Durante a sessão do júri nesta quinta-feira, foram ouvidas sete testemunhas convocadas pela acusação. A defesa do réu não apresentou nenhuma testemunha de plenário. Alex Moreira não poderá recorrer da decisão em liberdade.

Classificação Indicativa: Livre

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