Polícia
Publicado em 13/07/2026, às 11h48 Reprodução internet Redação
A Polícia Federal realizou, nesta segunda-feira (13), uma nova etapa da Operação Donos da Noite e prendeu dois investigados suspeitos de integrar uma organização criminosa especializada na exploração sexual de mulheres em situação de vulnerabilidade.
As prisões ocorreram nas cidades de Nova Cruz, no Rio Grande do Norte, e Pitimbu, na Paraíba.
Os mandados de prisão preventiva foram autorizados pela 16ª Vara Federal da Seção Judiciária da Paraíba. Segundo a PF, a ação é resultado do aprofundamento das investigações iniciadas em junho deste ano, quando foi deflagrada a primeira fase da operação.
Prisões foram motivadas por novas provas
De acordo com a Polícia Federal, as diligências realizadas na primeira etapa permitiram reunir elementos suficientes para solicitar a prisão dos dois suspeitos.
Na ocasião, os agentes cumpriram nove mandados de busca e apreensão em imóveis localizados nos estados do Rio Grande do Norte, Paraíba e Pernambuco. A ofensiva contou ainda com a participação de diversos órgãos federais e estaduais, entre eles:
Grupo é investigado por exploração de mulheres
As investigações apontam que o grupo criminoso mantinha uma estrutura organizada para recrutar e explorar mulheres em situação de vulnerabilidade social.
Segundo a PF, as vítimas eram submetidas a diferentes formas de controle e exploração, incluindo:
→ Aliciamento;
→ Endividamento forçado;
→ Restrição da liberdade de circulação;
→ Jornadas de trabalho consideradas exaustivas;
→ Exploração econômica ligada à prostituição.
Diversos crimes são apurados
Além da suspeita de integrar organização criminosa, os investigados poderão responder por uma série de delitos previstos na legislação brasileira.
Crimes investigados:
Operação continua
Na primeira fase da Operação Donos da Noite, a Polícia Federal resgatou mulheres que viviam em situação de vulnerabilidade e apreendeu celulares, documentos, anotações financeiras e outros materiais considerados relevantes para a investigação.
Conforme a corporação, o trabalho continua com o objetivo de identificar novos envolvidos e aprofundar a apuração sobre a atuação da organização criminosa.